IL/Açores diz que Orçamento Regional de 2027 não tem “grandes planos de alteração”

Hoje 14:21 — Lusa/AO Online

“Saímos daqui sempre com um misto de preocupação e com alguma tranquilidade também daquilo que nos vão dizendo que é o futuro. Aos açorianos resta-nos uma mensagem de conforto, porque esperança é pouca”, afirmou Hugo Almeida.O dirigente da IL nos Açores falava na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após uma reunião com o líder do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, que está a receber os partidos e parceiros sociais a propósito da elaboração do Plano e Orçamento para 2027.“Não se não se vê nada de grandes planos de alteração para aquilo que têm sido os últimos anos de governação. A IL tem vindo a dizer e a alertar que são precisas reformas de fundo”, afirmou.Segundo Hugo Almeida, quando se fala da Lei das Finanças Regionais, por exemplo, “não é só uma questão de que as transferências sejam mais justas ou menos justas aos olhos dos economistas”, mas também que a sua atribuição “traga autonomia”.“No ano em que celebramos os 50 anos de autonomia são poucos os partidos - ou talvez só a IL - que tenham vindo falar de que é preciso um reforço progressivo na autonomia também na parte fiscal. E este era um assunto que eu gostava de ver ser discutido por mais partidos no futuro”, disse.Também indicou que no encontro questionou se em 2027 haverá aumento de impostos. “Foi-nos [dito] que não, o que é uma boa notícia com que saímos daqui hoje”, disse, acrescentando, no entanto, que o partido está preocupado com o valor de 160 milhões de reconversão de dívida, algo que “devia preocupar todos os açorianos, porque não deixam de ser impostos que serão pagos amanhã”.No encontro também foi abordado pela IL o tema do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), indicando o seu dirigente que tem preocupações sobre como a região vai manter os investimentos realizados.“Mas isso é uma preocupação que a IL tem e que, felizmente, vimos que também é uma preocupação deste atual executivo. Agora aguardamos pelas resoluções. Não podemos ficar sempre dependentes que alguém nos venha a salvar, seja de Lisboa, seja da Europa ou seja da banca. Porque qualquer uma dessas três é penalizadora para a autonomia e é penalizadora para os contribuintes açorianos”, vincou.Questionado sobre o sentido de voto do partido relativamente ao Orçamento Regional para o próximo ano, Hugo Almeida afirmou que ainda não está decidido.“Nunca poderia estar definido antes de nós lermos os documentos. Se algum partido já tem o seu sentido de voto, está a fazer muito mau trabalho à Região Autónoma dos Açores”, afirmou.A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2027 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional, na cidade da Horta, na ilha do Faial.