IL/Açores diz que Governo Regional aceitou obra em escola sem “mínimo de condições”
Hoje 15:20
— Lusa/AO Online
Na sequência de uma visita ao
estabelecimento de ensino de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, o
deputado Pedro Ferreira afirmou que “foram quase 2,3 milhões de euros de
um concurso público feito com um caderno de encargos sem analisar as
verdadeiras necessidades da escola, com uma obra que parte significativa
já está dada como pronta e entregue à região, onde parapeitos novos já
caíram, [e] onde não há fios de terra passados no âmbito da eletricidade
da escola”.O parlamentar da Iniciativa
Liberal, citado em nota de imprensa do partido, adiantou que “há
laboratórios de Física e de Química que estão fechados exatamente
porque, sem terra, coloca-se em perigo a integridade física dos
professores e dos alunos ao trabalharem com determinados equipamentos,
onde meteram calhas novas, mas não tiraram as calhas velhas, onde
tiraram as calhas velhas, mas não taparam os buracos”.“Há
casas de banho que estão com as paredes verdes de humidade, devido a
infiltrações que não foram reparadas e, por isso, estão fechadas (casas
de banho de alunos e de professores). O pavilhão desportivo já nem
sequer devia estar aberto”, afirmou.Pedro
Ferreira lamentou que “o Governo [Regional] não saia dos seus gabinetes,
centralize concursos públicos, faça projetos sem verificar antes as
reais necessidades da escola”, constatando-se que a obra “está dada como
concluída e o Governo Regional aceitou-a sem ter o mínimo de
condições”.