IL/Açores defende reembolso do Subsídio Social de Mobilidade também por via dos CTT
Hoje 15:47
— Lusa/AO Online
Segundo Nuno
Barata, a “utilização em simultâneo” permitirá a quem quiser “e estiver
disponível para esperar 15 ou 20 dias para ser reembolsado” usar a
plataforma digital ou, em alternativa, continuar a “fazer como fazia
antes, de uma forma mais rápida”, utilizando “os serviços dos CTT”.O
deputado, que falava aos jornalistas na ilha Terceira, na sequência de
uma reunião com a Comissão do Turismo e os associados das agências de
viagens da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo,
considerou ainda que a “exigência do recibo para ser efetuado o
reembolso é algo que não faz sentido" porque "a própria fatura já é um
documento que compromete o utente com o agente de viagens e é
suficiente”.Criado em 2015, o subsídio
social de mobilidade prevê a atribuição de um reembolso a residentes,
residentes equiparados e estudantes dos Açores e da Madeira, que resulta
da diferença entre o custo elegível da passagem aérea entre as regiões
autónomas e o continente, paga na íntegra pelo passageiro, e a tarifa
máxima suportada pelo residente, definida por portaria.A
nova plataforma eletrónica para acesso ao SSM nas viagens entre as
regiões autónomas e o continente ficou disponível em 08 de janeiro.Nuno
Barata defendeu ainda que o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) “tem
que empenhar todas as suas forças para tentar resolver junto do Governo
da República” a questão do reembolso das viagens.“Se
o senhor ministro quiser e o senhor presidente do Governo [Regional]
for assertivo e capaz de exigir ao Governo da República uma decisão
rápida, uma portaria em 24 horas” pode resolver o problema, ignorando-se
assim o recibo e salvaguardando a possibilidade de recorrer aos CTT
para reembolso, afirmou.O parlamentar
admitiu ainda elaborar uma anteproposta de lei ou pedir ao grupo
parlamentar da IL na Assembleia da República para propôr uma alteração à
lei para contemplar as alterações preconizadas.Nuno
Barata adiantou também que o partido está, entretanto, a trabalhar numa
iniciativa parlamentar para “garantir desde logo aos açorianos e
madeirenses que sempre que o Governo demorar mais de cinco dias a fazer o
reembolso do SSM pague juros de mora”, considerando que “é
absolutamente legitimo da parte do cidadão”.Está
entretanto a decorrer uma petição, subscrita por mais de 5.200 pessoas,
a exigir a suspensão da exigência de recibo para a atribuição do
subsídio social de mobilidade na plataforma eletrónica.Os
peticionários alegam que a exigência da apresentação de recibo “tem
provocado dificuldades reais no acesso ao apoio”, o que “coloca em causa
o princípio da continuidade territorial e a igualdade entre cidadãos”.Em
06 de janeiro foi também publicada uma alteração que introduziu como
critério para acesso ao reembolso das passagens a “regularidade da
situação contributiva e tributária do beneficiário, perante a Segurança
Social e a Autoridade Tributária”, medida que motivou críticas de Açores
e Madeira e está suspensa até dia 31.A
Assembleia da República aprovou recentemente, na generalidade, duas
propostas de lei dos parlamentos regionais dos Açores e da Madeira que
dispensam a exigência de situação contributiva regularizada no acesso ao
SSM.Nos Açores, a tarifa máxima suportada
pelos residentes nas viagens (ida e volta) para o continente é de 119
euros e a suportada pelos estudantes é de 89 euros, havendo um limite de
600 euros no custo elegível da passagem.