IL/Açores critica Governo Regional que “não é a solução para os problemas” da região
27 de nov. de 2024, 18:10
— Lusa/AO Online
“Perante
as evidências só podemos constatar: este Governo [Regional] não é a
solução para os problemas dos Açores e dos açorianos. Este Governo é o
problema”, afirmou Nuno Barata.O deputado
único da IL discursava durante o período dedicado às intervenções finais
da discussão do Plano e Orçamento da região para 2025, na Assembleia
Regional, na Horta.O liberal avisou que a
região tem a “maior dívida pública da história da autonomia”,
considerando o nível de endividamento como o “problema mais grave que os
Açores têm entre mãos”.“As nossas
receitas já não cobrem as nossas despesas de funcionamento, pelo que o
próprio Governo estima ter um défice orçamental de 150 milhões de euros,
em 2025. Ou seja, a região chegará a setembro e terá de ir à banca
levantar dinheiro para pagar ordenados da função pública e contas a
fornecedores”, alertou.Barata criticou a
execução do Plano de Recuperação e Resiliência e do programa comunitário
Açores 2030 e visou a atuação do Governo dos Açores na companhia
aérea Azores Airlines.“A Azores Airlines,
por teimosia deste Governo em não a privatizar e por via das opções do
mesmo e dos partidos que o compõem, com ingerências inqualificáveis nas
opções estratégicas da companhia, continua a queimar 200 euros por cada
minuto voado”, atirou.O deputado da IL
acusou o executivo regional de colocar a região numa “posição vexatória”
devido aos processos em tribunal relacionados com a privatização da
Azores Airlines, a construção dos navios elétricos da Atlânticoline, a
concessão das termas do Carapacho e o diferendo com o Banco de Fomento
sobre apoios comunitários.“Numa espécie de
toque de Midas ao contrário, tudo o que o Governo diz que vai fazer
acaba nas barras dos tribunais, colocando os Açores numa posição
profundamente lamentável e obrigando os privados a bloquear projetos de
investimento que acabam atirados para a longa demora das decisões
judiciais”, insistiu.O deputado classificou a situação financeira da região como “crítica” e defendeu que o momento atual “exige coragem e lucidez”.“Ouvimos
que o Orçamento serve para isto e para aquilo, era o maior de sempre:
na saúde, no emprego, no ambiente, na segurança social, na proteção
civil, nos passeios para a diáspora e ainda para foguetões. Porém, nem
as camionetas conseguem meter a trabalhar”.