IL/Açores alerta para quebra no turismo e acusa Governo de "propaganda"
Hoje 15:21
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o grupo de Coordenação Local da IL/Açores apontou para os
dados estatísticos referindo que, em maio de 2026, foram registadas
448,7 mil dormidas em alojamentos turísticos na Região, menos 2,2% do
que no mesmo mês do ano anterior.“No
acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a redução atinge já 5,6%,
evidenciando uma tendência negativa que exige respostas concretas e não
exercícios de comunicação política”, alertou a IL.Citado
no comunicado, o coordenador regional da IL, Hugo Almeida, afirmou que,
"perante uma tendência de nove meses consecutivos de quebra, o Governo
Regional prefere falar em resiliência e destacar o aumento das
receitas", quando aquilo que o setor enfrenta "é uma perda gradual de
competitividade", e considerou que essa postura representa "propaganda" e
não gestão.Hugo Almeida referiu que
“receita não significa rentabilidade”, alertando que os proveitos podem
crescer, mas "os custos operacionais, da energia, dos combustíveis, da
mão-de-obra e da logística continuam a aumentar".E,
"o resultado para muitas empresas é uma redução das margens e não um
aumento da prosperidade", apontou ainda, acrescentando que "confundir
faturação com saúde económica do setor é governar para a manchete e não
para a economia real".A IL recordou ainda
que, enquanto os Açores registaram nova quebra nas dormidas, Portugal
continental registou um crescimento de 2,8% no mesmo período.O
partido considerou igualmente preocupante a situação do alojamento
local, que registou uma diminuição de 8,1% nas dormidas, salientando que
"cerca de um quarto dos estabelecimentos ativos “não recebeu qualquer
hóspede durante o mês de maio".Para Hugo
Almeida, os alertas dos empresários relativamente à perda de
competitividade demonstram que o problema "deixa de ser uma questão de
perceção" para passar a ser "um problema de governação".Segundo
o partido, a recuperação do setor exige medidas estruturais que
reforcem a competitividade do destino, nomeadamente através da
"recuperação da conectividade aérea, uma promoção externa estável e
plurianual e um enquadramento regulatório que permita às empresas
competir em igualdade de circunstâncias".“Se
este Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] tivesse o mesmo empenho em
promover os Açores que demonstra a tentar justificar maus resultados,
certamente o setor turístico estaria hoje numa posição mais forte”,
sustentou, defendendo que a Região precisa de "políticas que criem
condições para investir, crescer e atrair visitantes durante todo o ano,
e não de comunicados que procurem transformar maus indicadores em boas
notícias".A Iniciativa Liberal reafirmou o
seu compromisso com políticas que "valorizem a iniciativa privada, a
criação de riqueza e a liberdade económica”.“Só
através de uma economia mais competitiva será possível devolver
dinamismo ao turismo açoriano e assegurar um crescimento sustentável
para a Região”, sustentou o partido.