IL/Açores alerta para dificuldades no transporte de turistas por ausência de plataformas TVDE
24 de jul. de 2024, 17:05
— Lusa/AO Online
O
partido referiu em comunicado que o deputado Nuno Barata fez uma
visita matinal ao aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, na ilha de
São Miguel, e constatou a existência de longas filas de espera para
táxis que “não existiam, porque estavam em outros serviços”.“O
que se constata aqui [no aeroporto] são as filas de passageiros
desembarcados à espera de táxis que não estão disponíveis e os turistas
com as aplicações das plataformas TVDE nas mãos, a tentar chamar um
destes veículos que não existem na região, por opção política de PSD,
CDS, PPM, Chega, BE e PS, que aprovaram uma legislação tão restritiva,
que nenhuma plataforma consegue vir operar na região”, afirmou o
parlamentar e líder da IL/Açores citado na nota.A
situação ocorre numa altura em que se constata um maior movimento de
embarque e de desembarque de passageiros, maioritariamente turistas.Nuno
Barata criticou “o excesso de complicação” que PSD, CDS, PPM, Chega, BE
e PS “colocaram na legislação que permite a operação das plataformas
TVDE nos Açores”, uma vez que, “nem estas plataformas existem, nem
existem transportes para os turistas e passageiros que desembarcam nos
aeroportos dos Açores”.“É triste vermos
partidos políticos, que se arrogam de defender os Açores, a penalizar o
desenvolvimento da nossa economia, criando legislação que, apesar de
recente, é obsoleta porque não serve para nada”, disse.Segundo
a IL/Açores, a situação verificada no aeroporto da ilha de São
Miguel é “normal”, principalmente “nesta época de maior procura pelas
nossas ilhas, pois é tal o fluxo de voos que os taxistas que existem não
dão a resposta adequada. (…) Este primeiro impacto, nomeadamente por
parte de quem visita a região, é uma primeira má imagem que fica
[registada na memória]”.O partido lembra
que a legislação que enquadra a atividade das plataformas TVDE nos
Açores foi aprovada em 2022, mas “é tão restritiva que não se verificou
qualquer interessado em entrar no ramo de atividade tendo,
inclusivamente, a primeira versão da legislação aprovada sido devolvida
ao parlamento, pelo Representante da República, dadas algumas restrições
impostas que feriam a Constituição”.Em
junho, a IL/Açores apresentou uma proposta de alteração à legislação
vigente, “no sentido de a simplificar”, que foi recusada por PSD, PS,
CDS, PPM, Chega e BE.Segundo Nuno Barata, o
que se pretendia com as alterações apresentadas era “simplificar
procedimentos, retirar carga burocrática e acabar com protecionismos,
que impedem que jovens ou outros interessados possam construir
oportunidades de negócio” na região.“Fica
provado, pelo que assistimos no aeroporto de Ponta Delgada, mas que
sucede em outros aeroportos da região, que estas forças de bloqueio [os
partidos que chumbaram a proposta no parlamento regional] puxam os
Açores para baixo, são forças que não interessam aos Açores porque só
trazem mais pobreza, mais subsídios e menos empreendedorismo”, concluiu.