IL/Açores acusa República de "continuar a falhar" no reforço da PSP e exige resposta
Hoje 15:00
— Lusa/AO Online
Em nota de imprensa, a
direção regional dos liberais critica a recente colocação de “apenas 30
agentes da PSP nos Açores, todos destinados a aeroportos com controlo
fronteiriço, deixando novamente de fora as esquadras de proximidade”.Para
o coordenador da IL/Açores, Hugo Almeida, “a segurança de proximidade,
aquela que serve os cidadãos no seu dia-a-dia, voltou a ser ignorada por
Lisboa”.A IL recorda que “o próprio
comandante da PSP nos Açores, Valente Dias, admitiu, recentemente, a
existência de falta de agentes na região”, durante uma audição
parlamentar sobre as condições de segurança no arquipélago.“A
falta de efetivos da PSP nos Açores não é uma novidade. É uma
negligência crónica”, afirma Hugo Almeida, citado na nota de imprensa,
acrescentando que “a insularidade impõe exigências específicas que
Lisboa continua sistematicamente a ignorar”.A
Iniciativa Liberal relembra ainda que, em maio de 2025, tinha
denunciado “o incumprimento das promessas” feitas pela então ministra da
Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, entretanto substituída por
Luís Neves, relativamente ao reforço policial na região, alegando que
“apenas 20 dos 70 agentes então prometidos chegaram efetivamente aos
Açores”.O partido refere também que, em
dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores
aprovou, por unanimidade, uma resolução apresentada pela IL “a exigir o
reforço urgente do efetivo da PSP no arquipélago”.“Todos os partidos reconheceram a urgência do problema. Lisboa ignorou”, aponta o coordenador regional da IL.A
IL/Açores defende que “a República tem obrigação de garantir aos
açorianos níveis adequados de proteção e policiamento de proximidade”.Os
liberais açorianos exigem “o cumprimento imediato” do reforço do
efetivo da PSP nas ilhas, a colocação prioritária de agentes nas
esquadras de proximidade, uma reunião urgente entre o Governo Regional e
o Ministério da Administração Interna e a divulgação pública das
necessidades reais de efetivos, ilha a ilha.A
Iniciativa Liberal deixa ainda críticas ao executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM), considerando que o Governo Regional deve “assumir uma
postura mais firme junto da República”.“Esperar pacientemente não é governar. É ser cúmplice da inação”, critica Hugo Almeida.