Igreja portuguesa pede aos católicos atenção aos pobres e migrantes neste Natal
Hoje 10:39
— Lusa/AO Online
Na sua mensagem de Natal,
José Ornelas espera que a data “desperte no coração de cada um” o
“desejo de construir uma sociedade mais justa onde o respeito pela
dignidade humana prevaleça”. Em
particular, o também bispo de Leiria-Fátima pede aos fiéis que tenham
uma “proximidade amiga e ativa” pelas “famílias consumidas pelo elevado
custo de vida”, pelos “jovens que não encontram futuro por falta de
emprego digno e habitação” ou pelos “idosos que vivem no silêncio do
abandono”, além dos “migrantes que encontram desconfiança, indiferença e
portas fechadas”.No texto, José Ornelas
lembra os “presos que vivem esquecidos”, os “doentes que sofrem, no
corpo e na alma, a fragilidade da vida”, os “profissionais de saúde
exaustos que procuram responder aos constrangimentos no acesso aos
serviços” ou os “inocentes que sofrem os danos das guerras, da injustiça
e do esquecimento”.“Aproxima-se o Natal,
que celebramos no meio de trevas assustadoras, ecos de guerra e receios
de segurança, destruição, miséria e morte”, mas a data convida também “à
ternura", ao "respeito e cuidado atento", com "horizontes de futuro e
de esperança”, escreve o bispo, considerando que, nesta época, vive-se
“um tempo repleto de desafios e tribulações, em Portugal e no mundo”. Os
cristãos devem “escutar o choro de tantas crianças e os dramas
espalhados pelo mundo, com os olhos de compaixão e fé ativa”, refere o
responsável máximo da Igreja Católica em Portugal. “Foi
neste mundo que Deus escolheu nascer: não num presépio de ouro, mas na
fragilidade e na periferia onde a humanidade vive dilacerada” e, por
isso, “a paz de que precisamos e que devemos levar ao mundo, é uma paz
que tem de partir da proximidade, de pontes e gestos concretos”, avisou o
presidente da CEP. Nesse sentido, o
verdadeiro presépio a que os católicos devem dar atenção é “aquele onde
cabem todos quantos perderam a esperança”.“A
paz de que precisamos e que devemos levar ao mundo (…) começa nas
nossas casas, nas nossas famílias, nas nossas relações, nas nossas
comunidades e nas nossas ruas", considerou. Que
“este Natal desperte no coração de cada um de nós o desejo de construir
uma sociedade mais justa onde o respeito pela dignidade humana
prevaleça”, acrescentou ainda José Ornelas.