ICNF destaca esforço pela preservação do lince ibérico e de outras espécies ameaçadas
28 de jul. de 2024, 09:34
— Lusa
O balanço da
atividade do ICNF é feito, em comunicado, no Dia Nacional da Conservação
da Natureza, sublinhando esta entidade que está a fazer “um caminho de
trabalho e conquistas”. “O ICNF orgulha-se
do trabalho desenvolvido por todos os seus trabalhadores, técnicos e
dirigentes, mas também pelos parceiros em diversos projetos de
conservação e pelos cidadãos empenhados e ativos, no caminho da
preservação do património natural nacional, que em muito contribuíram,
no último ano, para a melhoria e recuperação de habitats e de espécies”,
pode ler-se na nota.O programa “LIFE
Lynxconnec”, desenvolvido pelas autoridades portuguesas e espanholas, no
âmbito da preservação do lince ibérico é um dos projetos destacados
pelo ICNF, referindo que a espécie “superou a barreira dos 2.000
exemplares em 2023 (1.730 em Espanha e 291 em Portugal).“Os
esforços das autoridades portuguesas e espanholas levaram a que,
recentemente, o lince-ibérico (Lynx pardinus) tenha passado do estatuto
“em perigo” para ser classificado como “vulnerável” na lista vermelha de
espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da
Natureza (UICN)”, sublinha o ICNF.A
monitorização e proteção da população de golfinhos roazes-corvineiros,
que conta atualmente com 27 indivíduos, no Estuário do Sado, que é feita
há 40 anos, é outro dos destaques do organismo da conservação da
natureza.O ICNF destaca ainda a
importância da criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve-
Pedra do Valado, em janeiro deste ano, que se estende ao longo da costa
de Albufeira, Lagoa e Silves, a primeira área marinha protegida a ser
criada na costa de Portugal Continental no século XXI.Outros
projetos do ICNF são, igualmente, dirigidos a espécies ameaçadas como o
abutre-negro, o abutre-preto ou a águia-caçadeira, também conhecido
como tartaranhão-caçador.Destaca-se,
ainda, os “esforços” de conservação da águia-imperial-ibérica em
Portugal e em Espanha, espécie que esteve extinta no nosso país entre
1980 e 2003.Por outro lado, o ICNF
manifesta-se também satisfeito com a adoção do Regulamento do Restauro
da Natureza a nível europeu, “que permitirá restaurar, pelo menos, 20%
das zonas terrestres e marítimas da União Europeia até 2030, e de todos
os ecossistemas que necessitam de restauro até 2050”.“Celebrar
a conservação da natureza é um direito e um dever de todos nós. A perda
da biodiversidade, a gestão dos recursos, a exploração justa e
sustentável e o restauro são desafios globais e exigem o envolvimento de
toda a sociedade”, afirma o presidente do conselho diretivo do ICNF,
Nuno Banza, citado na nota.O Dia Nacional
de Conservação da Natureza foi instituído em 1998, por resolução do
Conselho de Ministros, e pretende sensibilizar a população para as
questões ambientais, em particular em relação à temática da conservação
da natureza e a promoção da utilização sustentável dos recursos
naturais.