IAG vai “analisar cuidadosamente caderno de encargos assim que for publicado"
TAP
9 de set. de 2025, 16:40
— Lusa/AO Online
Em declarações
enviadas à Lusa sobre a aprovação do caderno de encargos aprovado em
Conselho de Ministros na passada quinta-feira, o grupo destacou que
“saúda o concurso de privatização da TAP” e que irá “analisar e
considerar cuidadosamente o documento assim que for publicado”.A
publicação do caderno de encargos definirá as condições técnicas,
jurídicas e administrativas da venda, bem como os critérios de
qualificação para a aquisição de até 49,9% do capital da companhia
aérea. O documento será o ponto de partida
para as quatro etapas do processo: pré-qualificação (até 60 dias),
apresentação de propostas não vinculativas (até 90 dias), propostas
vinculativas (até 90 dias) e eventual negociação. O Governo prevê
concluir todas as fases em cerca de um ano, embora sujeita a
autorizações regulatórias.A venda será
feita de forma direta, com 5% do capital reservado aos trabalhadores,
caso essa percentagem não seja subscrita, o futuro comprador terá
direito de preferência. Além da IAG, o
interesse na reprivatização da TAP também foi manifestado pelos grupos
Lufthansa e Air France-KLM, que aguardam igualmente a publicação do
caderno de encargos para avaliar os próximos passos. A
operação inclui, além da TAP, empresas como a Portugália, a Unidade de
Cuidados de Saúde TAP, a Cateringpor (51% detida pela TAP) e a SPdH,
antiga Groundforce.A TAP foi parcialmente
privatizada em 2015, mas o processo foi revertido em 2016 pelo Governo
de António Costa. Em 2020, no contexto da pandemia de covid-19, o Estado
assumiu o controlo total da companhia, reforçando o seu papel
estratégico no setor aéreo nacional.