IAC lança a primeira "História dos Açores"

Cultura

16 de jul. de 2008, 11:23 — Olímpia Granada

É o culminar de um projecto iniciado há cerca de quatro anos, constituindo uma obra que foi escrita essencialmente por professores e investigadores de nível universitário e que será disponibilizada ao público em livro e em CD-ROM. “É um projecto grande, vasto, é uma história em dois tomos com cerca de 40 capítulos e é a primeira história científica que se escreve sobre os Açores”, acentua o presidente da Direcção do IAC, Paulus Bruno. Sobre o desenvolvimento do projecto até à data, explica que “tem empenhado grande parte dos nossos recursos financeiros e disponibilidades de tempo”. Assim que esta obra saia do prelo vai torna-se “fundamental para o conhecimento da História dos Açores”, considera Paulus Bruno. Para que os dois volumes, com cerca de 700 páginas cada um, pudessem, por assim dizer, conhecer a luz do dia, foi essencial o “apoio substancial da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD)”. Isto porque o custo estimado do projecto é de cerca de 150 mil euros. A obra, conforme a informação disponibilizada pelo IAC, aborda os Açores desde o Descobrimento até ao final do século XX, dividida em seis grandes períodos históricos: “Génese e afirmação de uma nova sociedade” (1450-1642), “A estagnação e o desinteresse pelos Açores” (1642-1766), “Unir para dominar: a centralidade administrativa” (1766-1836), “A liberdade e os proveitos” (1836-1895), “Monarquia, República e Estado Novo: a adaptação às mudanças e o inconformismo com as diferenças” (1895-1976), “O triunfo da autonomia” (1976-2000), e por mais 40 capítulos. Estes capítulos foram escritos por investigadores especialistas nos respectivos temas, quer dos Açores quer do exterior. A decisão do IAC de empreender a realização deste projecto decorre do facto de não existir nenhuma História dos Açores que possa ser considerada como um documento simultaneamente de síntese e de agregação do conhecimento histórico que hoje está já adquirido em relação a este território, para o qual em muito contribuiu a acção desenvolvida pela Universidade dos Açores nesta área. Para concretizar esta obra pioneira , o Instituto  convidou para a direcção científica deste projecto dois professores catedráticos que são dos mais prestigiados investigadores e conhecedores da História dos Açores: Artur Teodoro de Matos e Avelino de Freitas Meneses. Recorde-se que o Instituto Açoriano de Cultura é uma associação cultural sem fins lucrativos, de âmbito regional, fundado em 1955 em Angra.