Hotelaria dos Açores estima quebras “superiores” a 50% na Páscoa

Covid-19

10 de mar. de 2020, 17:35 — Lusa/AO Online

Fernando Neves, em declarações à agência Lusa, não prevê que o verão “seja melhor”, considerando que se está a sentir “os efeitos negativos” do surto de Covid-19, algo que, com base no ‘feed-back’ dos empresários do setor, “está a agravar-se”.O vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, e a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, reúnem-se na quarta-feira, em Ponta Delgada, com responsáveis locais das associações representativas do setor do turismo, justamente para análise da evolução dos impactos do surto de Covid-19.Para Fernando Neves, este cenário surge no âmbito de uma “tendência que é global”, face à “baixa significativa da mobilidade” das pessoas, como se pode verificar nas companhias de aviação.O responsável pela hotelaria nos Açores considera que as consequências económicas vão ser “extremamente penalizadoras”, sendo que na região as taxas de ocupação hoteleira “já são muito baixas”, estimando-se “quebras superiores a 50%, na Páscoa, em termos comparativos com 2019".O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna, também em declarações à agência Lusa, afirma que “é consensual que o impacto desta crise vai ser significativo”, o que “vai exigir que sejam adotadas medidas”, como está a acontecer a nível nacional e na Europa.Para o dirigente empresarial, a adoção de uma linha de crédito, como aconteceu a nível nacional, “configura-se como pouco para a dimensão que se avizinha”, sendo necessário “seguramente mais apoios e intervenções” num problema que “não se sabe quando vai acabar ou dar a volta”.