Hotel de confinamento de passageiros que chegam aos Açores com “capacidade máxima”
Covid-19
1 de abr. de 2020, 12:16
— Lusa/AO Online
"Esgotámos
a capacidade máxima que está definida pelo acordo que o Governo
Regional nos solicitou, ficámos com os 75 quartos [com hóspedes] em
quarentena", avançou à Lusa o diretor de comunicação e marketing do
grupo Bensaude, Nuno Borges, referindo-se ao hotel Marina Atlântico, em
Ponta Delgada.Desde o dia 14 de março que
os passageiros que aterram nos Açores têm de assinar um termo de
responsabilidade, no qual se comprometem a ficar em quarentena durante
14 dias, de acordo com as regras instituídas pelo Governo Regional.Na
semana passada, e após articulação prévia com o representante da
República para a Região Autónoma dos Açores, o Governo Regional
determinou que esse período de confinamento obrigatório seria feito em
unidades hoteleiras, "independentemente da residência" das pessoas, com
os custos a serem suportados pelo executivo regional.O
hotel Marina Atlântico, uma das duas unidades hoteleiras destinadas
para o efeito em São Miguel, é composto por 183 quartos, tendo a lotação
sido reduzida para 75 quartos para "criar distância de segurança entre
os quartos" e para permitir também que os hóspedes ficassem em quartos
com vista para a avenida marginal de Ponta Delgada. As
refeições são servidas em material "totalmente descartável" e todos os
quartos estão equipados com "kits de higienização" para que os hóspedes
façam a desinfeção dos locais. Os lençóis
de cama são substituídos de três em três dias, sendo recolhidos por
funcionários do hotel com "todas as precauções necessárias", sendo
depois lavados segundo as indicações da Autoridade de Saúde Regional.Em
casos de hóspedes com dificuldades de motoras, são os funcionários do
hotel que, "equipados com todo o material de proteção indicado pela
Autoridade de Saúde", fazem a desinfeção dos espaços, enquanto os
hóspedes aguardam num quarto vazio. "Os
quartos estão todos separados. O quarto ao lado está sempre vazio para
garantir toda a segurança", frisa o responsável pela comunicação do
grupo Bensaude. Nuno Borges salienta que,
tal como todas as empresas do grupo, o hotel tem o "plano de
contingência ativado", estando os funcionários a trabalhar por turnos
enquanto outros aguardam em casa para garantir "a segurança total de
todos os colaboradores". Depois de assumir
terem existido "alguns problemas" com os hóspedes no primeiro dia em
que foi decretada a quarentena obrigatória em unidades hoteleiras, Nuno
Borges releva que desde daí "não tem havido qualquer tipo de problema"."Os
hóspedes não estão a circular neste momento, está tudo muito mais
calmo, estão a respeitar os pedidos das autoridades. Não tem havido
qualquer tipo de problema", frisa. O
diretor de comunicação do grupo destaca o "acompanhamento constante" da
Autoridade de Saúde e da Polícia de Segurança Pública, referindo que a
operação está a decorrer de "forma muito natural"."Esta
operação dos hotéis está a decorrer de forma muito natural, com toda a
gente bem protegida e com as pessoas mais conscientes. Não temos tido
qualquer tipo de problema", assinalou.