Hospital refuta acusação apresentada por sindicato

27 de nov. de 2020, 10:59 — Lusa/AO Online

A administração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) negou a acusação apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões, que tinha referido que um assistente operacional foi mantido no serviço após apresentar sintomas de Covid-19.Numa declaração enviada ao Açoriano Oriental a administração do Hospital de Ponta Delgada indicou que “o funcionário se queixou à chefia de cefaleias, que o próprio atribuiu a sinusite”.A mesma informação refere que “cefaleias não são sintomas sugestivos de infeção a SARS-CoV-2 conforme pode ser confirmado na definição de caso da DRS”, por isso, nega a acusação apresentada pelo sindicato, que apontou responsabilidade ao Hospital pela manutenção de um assistente operacional a trabalhar com sintomas de Covid-19. O assistente operacional do Serviço de Esterilização acabou por testar positivo à Covid-19, sendo que foram detetados mais três casos positivos de funcionários do mesmo serviço. Esta situação motivou a suspensão de todas as cirurgias programas, consideradas como não urgentes, pelo período de 14 dias. A administração do Hospital de Ponta Delgada explica que segundo o plano de contingência “qualquer funcionário que desenvolva sintomatologia sugestiva de infeção a SARS-CoV-2 (ou que entenda a mesma como tal) tem a obrigação de não se deslocar ao local de trabalho e de contactar a Linha Saúde Açores para a devida orientação”. Neste sentido, o Hospital salienta que “o funcionário daquele serviço não procedeu em conformidade com esta orientação interna, que reforça as orientações da Autoridade de Saúde sobre o assunto.”