Hospital passa a dispor de Unidade de Ambulatório de Medicina Interna
Hoje 09:50
— Ana Carvalho Melo
A Unidade de Ambulatório de Medicina Interna (UAMI) indica que esta
“destina-se essencialmente a doentes que necessitam fazer terapêutica
hospitalar” e que têm “necessidade também de avaliação diagnóstica”,
mantendo os utentes sob “vigilância médica e de enfermagem” por um
período inferior a oito horas.A explicação foi apresentada durante a cerimónia de inauguração da nova valência do hospital, pela
médica internista do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) Patrícia
Aranha.Esta nova unidade irá operar nos dias úteis entre as 7h30 e
as 15h30, sendo que, em termos de estrutura física e capacidade, está
organizada para receber até seis doentes em simultâneo, com uma
permanência prevista inferior a oito horas.O espaço possui uma área
de tratamento com: um espaço equipado com quatro cadeirões terapêuticos e
duas camas, destinado à realização de procedimentos e monitorização;
uma sala de enfermagem e equipamentos como monitores clínicos,
eletrocardiograma e carro de emergência; e capacidade de diagnóstico.Em
termos de recursos humanos, a UAMI possui dois médicos internistas,
três enfermeiros e o apoio de um assistente técnico, um assistente
técnico de saúde e um assistente operacional. A enfermeira Cristina
Barroso realçou que esta equipa permite uma abordagem multidisciplinar
integrada, baseada na atuação de uma equipa médica e de enfermagem
diferenciada, que trabalha em articulação com os restantes serviços
hospitalares e com os cuidados de saúde primários.Na apresentação do
projeto, o médico Luís Silva realçou que se trata de um projeto que já
existe há seis anos, mas que só agora foi possível materializar. “Este
projeto está em cima da mesa já há mais de seis anos, só que é difícil
arranjar o espaço e a equipa”, explicando que a materialização do
projeto só foi possível agora graças à identificação de um espaço
adequado e ao apoio da direção clínica, concluindo que “finalmente, ao
fim de seis anos, podemos ver a luz ao fim do túnel”.Esta
necessidade de atualização das respostas assistenciais foi também
reforçada por Patrícia Aranha, que referiu que, desde a sua chegada ao
hospital há oito anos, já se discutia a necessidade de uma valência
deste género para lidar com a complexidade crescente dos doentes.