Hospital modular de Ponta Delgada operacional até final de janeiro
15 de jan. de 2025, 15:38
— Lusa/AO Online
O diretor de
enfermagem do HDES, que integra o conselho de administração presidido
por Paula Macedo, informou que, para que o hospital modular arranque na
sua totalidade, é necessário ter a obra concluída, os equipamentos
instalados e certificados e dada a formação aos profissionais de saúde
para utilização dos equipamentos concluída, três premissas que “estarão
concretizadas até final do mês de janeiro”.“Isso
significa que, nos três ou quatro dias seguintes, ultimaremos a saída
da CUF e resolveremos eventuais imprevistos que possam surgir durante os
testes de arranque de todos os equipamentos do hospital modular”,
declarou Pedro Brazio, em conferência de imprensa, no HDES, Ponta
Delgada.Pedro
Brazio considerou que “não existiram atrasos na construção e entrega do
hospital modular”, uma vez que o edifício “ficará terminado a tempo da
sua abertura”.No hospital modular vão
funcionar “todas as valências necessárias ao funcionamento de um serviço
de urgência crítica para adultos, crianças e grávidas”, como o
internamento médico e cirúrgico, bloco operatório, bloco de partos,
obstetrícia, neonatologia, cuidados intensivos e intermédios e um
serviço de imagiologia com TAC, RMN, RX e ecografia, segundo o
responsável.O administrador admitiu que
existiram circunstâncias que colocaram em risco a data de abertura, como
a “instabilidade vivida no conselho de administração do HDES”,
salvaguardando que “só a partir da resolução do Conselho do Governo de
16 de outubro se iniciou o ajuste direto para aquisição de equipamentos
do hospital modular”, o que “gerou enorme pressão para a conclusão da
obra”.O elemento do conselho de
administração do HDES especificou que em relação às obras que vão ter
lugar no hospital existem dois programas funcionais “praticamente
terminados” e que “estarão disponíveis até final do mês de janeiro”,
sendo apenas um selecionado.Pedro Brazio
referiu que “até meados do ano” se vai avançar com os concursos públicos
internacionais para a realização das empreitadas de obras públicas,
devendo as obras começarem de forma faseada, estando os custos
“alinhados com os montantes despendidos para a construção de hospitais
em território continental e na Madeira”.O
elemento do conselho de administração do HDES disse que no regresso ao
edifício sede do HDES a capacidade instalada de camas será de 393,
“ligeiramente abaixo das 437 que havia” antes do incêndio.Haverá
280 vagas para internamento médico e cirúrgico, 13 para cuidados
intensivos e intermédios, 15 para doenças infecciosas, 20 para
pediatria, 10 para neonatologia, nove de obstetrícia, 17 de cardiologia,
11 de paliativos e 18 de psiquiatria.O
responsável adiantou que no serviço de imagiologia haverá equipamentos
“mais atuais, com qualidade superior, que permitirão fazer mais exames,
num período menor de tempo, mas com maior precisão e qualidade de
imagem”.O hospital modular vai estar
equipado com soluções de ‘software’ de Inteligência Artificial, sendo
que o serviço de urgência terá uma maior área implantada.