“Hospital Digital” com dados do HDES antes do fim de agosto

Hoje 10:42 — Paula Gouveia

A implementação do projeto MUSA – Modelo Único de Saúde nos Açores e da aplicação MySaúde, no âmbito do “Hospital Digital”, financiado pelo PRR, e que tem por objetivo reforçar a interoperabilidade entre sistemas informáticos e permitir o acesso completo a dados clínicos, exames e prescrições dos utentes  está, neste momento, focada no carregamento dos dados do Hospital Divino Espírito Santo (HDES).“No máximo até 30 de agosto estará concluído. Mas, será antes disso, pela informação que tenho da empresa e do gestor de investimento, esta situação deverá estar concluída antes”, adianta Mónica Seidi, secretária regional da Saúde e Segurança Social que explica que, neste caso, “é muita informação e vai levar mais tempo do que nas outras unidades”.De acordo com Mónica Seidi, “do ponto de vista da interoperabilidade, o projeto não está concluído, mas já está a acontecer: no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, Unidade de Saúde de Ilha de São Jorge e Unidade de Saúde de Ilha da Graciosa, isso já está a acontecer”. Entre estas unidades de saúde já há “partilha de informação a vários níveis”.“Tenho tido feedbacks, mesmo a nível dos cuidados de saúde primários, em que os médicos estão muito satisfeitos”, refere a  governante com a pasta da Saúde que adianta que o sistema tem permitido evitar a duplicação de exames, segundo o que lhe foi transmitido. “Portanto, isto é um pequeno exemplo dos benefícios que esta mudança de paradigma vai trazer, não só para o utente, mas também para todos os profissionais de saúde”, sublinha.A interoperabilidade do sistemas também permite “pensar mais à frente”.  “Agora temos uma ferramenta informática sólida que nos vai permitir fazer uma aposta clara na telemedicina”, uma vez que “com o recurso a esta tecnologia, nós podemos fazer consultas em qualquer parte da Região. E sobretudo, pela perspetiva de reduzir o incómodo dos utentes se deslocarem, apanharem no avião, às vezes nem sempre têm disponibilidade que gostariam”.No que se refere à aplicação MySaúde, a secretária regional diz que “ainda não está tudo feito do ponto de vista dos serviços que nós estamos a oferecer aos utentes do Serviço Regional de Saúde. A aplicação tem vindo a apresentar de forma dinâmica e consecutiva diferentes valências”. Mas o projeto já está numa fase em que se está a “trabalhar na interface e no relacionamento do profissional de saúde com a aplicação”.“Sendo certo que serão sempre necessários fazer ajustes, estamos a trabalhar para ter um serviço de excelência e que os utentes do Serviço Regional de Saúde tenham confiança neste serviço digital”, reiterou. Salientando que, “depois de anos a ouvir falar que os sistemas não comunicavam”,  alcançar a interoperabilidade entre sistemas será “uma marca deste governo”.