Hospital de Ponta Delgada vai testar todos os utentes na admissão e na alta
Covid-19
14 de abr. de 2020, 09:12
— Lusa/AO Online
“Aquilo que conversámos com o Hospital do
Divino Espírito Santo [em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel] é que
tudo o que fossem novas admissões e altas fossem devidamente testados
para infeção pelo novo coronavírus”, afirmou o responsável máximo da
Autoridade de Saúde Regional, Tiago Lopes.A Direção Regional da Saúde emitiu na segunda-feira uma circular que prevê que os
doentes oncológicos “antes do início de alguns dos tratamentos” façam
um teste de diagnóstico para infeção pelo novo coronavírus.Uma
das cadeias de transmissão local detetadas na ilha de São Miguel, no
concelho da Povoação, afetou dois profissionais de saúde que infetaram
colegas e utentes do Hospital do Divino Espírito Santo.Entre
esses doentes estava uma utente do lar da Santa Casa da Misericórdia do
Nordeste, que, entretanto, morreu, o que originou também um foco de
infeção na estrutura residencial.Nas duas
instituições existem 17 profissionais de saúde infetados e cerca de 200
do hospital de Ponta Delgada estão em quarentena.A
Autoridade de Saúde Regional já tinha determinado a realização de
testes à covid-19 em todos os novos utentes admitidos nos lares de
idosos e nas unidades de cuidados continuados, bem como nas situações em
que os utentes dessas instituições estivessem mais de 24 horas numa
unidade de saúde.A medida alarga-se agora a
todos os utentes admitidos no hospital de Ponta Delgada, tendo em conta
o foco de infeção detetado na unidade.“São
feitos testes a essas novas admissões e a altas, independentemente, de
serem transferidos para unidades de cuidados continuados, para
estruturas residenciais para idosos ou mesmo para o contexto
domiciliário”, revelou Tiago Lopes.Nas
restantes ilhas, isso não será feito, por enquanto, mas o responsável da
Autoridade de Saúde Regional admite essa possibilidade no futuro.“No
caso das outras ilhas, atendendo a que já passámos uma série de semanas
sem casos registados de infeção, nem um número significativo de casos
suspeitos, nada aponta para implementarmos estas medidas de exceção,
como estamos a implementar na ilha de São Miguel”, explicou.