Hospital de Ponta Delgada diz estar a "retomar rapidamente" atividade assistencial
23 de jul. de 2024, 15:13
— Lusa/AO Online
O
incêndio, que deflagrou a 04 de maio no Hospital de Ponta Delgada, a
maior unidade de saúde açoriana, obrigou, na ocasião, à transferência de
todos os doentes que estavam internados para vários locais dos Açores,
Madeira e continente.Segundo os
responsáveis do HDES, a unidade de saúde está "a retomar rapidamente" a
atividade assistencial para "valores próximos" aos existentes antes do
incêndio, nomeadamente no que diz respeito ao número de consultas
médicas (399 consultas/dia), sessões de Hospital de Dia (70 sessões/dia)
e meios complementares de diagnóstico e tratamento (3.087 exames/dia)
efetuados. Numa nota de imprensa para
atualização de dados sobre a capacidade instalada da instituição à data
de hoje, a administração adianta que no Serviço de Urgência do HDES,
apesar de repartido pelo Centro de Saúde da Ribeira Grande e Hospital
CUF Açores, já foi possível "igualar a média diária de atendimentos
existentes à data do incêndio, ou seja, mais de 300 atendimentos de
urgência por dia". No entanto, a atividade
cirúrgica do HDES "ainda se revela fortemente condicionada (média de 10
cirurgias/dia)" devido à dispersão de recursos entre as salas de Bloco
Operatório disponíveis na Clínica do Bom Jesus e do Hospital CUF Açores,
localizado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel.De
acordo com os responsáveis, "a prioridade ainda se mantém para
cirurgias de urgência, emergência e inadiáveis, nomeadamente por causa
oncológica".Em consequência do incêndio de
04 de maio, a capacidade instalada da instituição, nomeadamente ao
nível do número de camas disponíveis para internamento, ficou
comprometida e dispersa por várias instituições de saúde e sociais,
públicas e privadas, da ilha de São Miguel, uma situação que se "tem
vindo a reverter, paulatinamente e de forma faseada, com a retoma da
atividade nas instalações do HDES", garantem ainda os responsáveis do
hospital.A 15 de julho, a instituição
retomou o internamento na Ala Nascente, inicialmente com Cuidados
Paliativos e Psiquiatria, a que se juntaram, a partir de 17 de julho,
quatro serviços de internamento médico e três serviços de internamento
cirúrgico. Atualmente, a Ala Nascente do
HDES, totaliza 199 camas de internamento e quatro vagas de cuidados
intensivos na Unidade do Doente Crítico.À
data de hoje (23 julho) estão internados 99 utentes nos vários serviços de
internamento médico-cirúrgico e não há nenhum utente internado na
Unidade do Doente Crítico, informa ainda o conselho de administração.Adicionalmente,
o HDES mantém 17 vagas de internamento cirúrgico na Clínica do Bom
Jesus, 28 vagas de internamento médico no Centro de Saúde da Ribeira
Grande e 87 vagas de internamento no Hospital CUF Açores, nas
especialidades de Pediatria, Obstetrícia, Neonatologia, Cardiologia,
Cuidados Intensivos e Intermédios, Cerebrovascular, Cirurgia e
Gastroenterologia, indica ainda.