Hospital de Ponta Delgada com escala garantida em dezembro à exceção de nefrologia
6 de dez. de 2022, 07:50
— Lusa/AO Online
“Com
exceção de um serviço, todos os serviços garantem a escala. O serviço
que não garante a escala faz depender do processo negocial que está a
decorrer com os sindicatos médicos”, revelou Clélio Meneses,
acrescentando tratar-se do serviço de nefrologia.O
secretário da Saúde falava aos jornalistas no Hospital do Divino
Espírito Santo em Ponta Delgada, após uma reunião com os profissionais
de saúde da unidade, três dias após a saída da diretora do hospital,
Cristina Fraga, na sequência da demissão de 21 dos 25 diretores dos
serviços.Após a saída da presidente do
conselho de administração, os diretores de serviços do Hospital de Ponta
Delgada voltaram atrás e disseram que iriam tentar “reconstruir” o que
foi “arrasado” pela administração, nomeadamente as escalas, segundo
disse à Lusa, no sábado, Emanuel Dias.Sobre
o serviço de nefrologia, Clélio Meneses adiantou que, na quarta-feira,
vai decorrer uma reunião com o Sindicato Independente dos Médicos e com o
Sindicato dos Médicos da Zona Sul, tendo em vista a valorização das
carreiras.“O processo começou em junho.
Haverá uma reunião dia 07 [quarta-feira] e, em princípio, estamos todos
sintonizados naquilo que é necessário para a valorização das carreiras
médicas”, salientou.Clélio Meneses realçou
ainda que a “tutela está a acompanhar mais de perto o desenvolvimento
dos trabalhos” internos do hospital e reforçou que existe uma
“disponibilidade positiva” dos profissionais de saúde para “construir
soluções”.“A disponibilidade manifestada
pelos diretores de serviços e pelos chefes de equipa do serviço de
urgência vão no sentido em que as pessoas estão disponíveis para
trabalhar e para levar por diante a sua resposta ao nível dos cuidados
assistenciais”, afirmou, a propósito da escala de dezembro.Questionado
sobre o futuro do hospital de Ponta Delgada, Clélio Meneses considerou
necessário manter o “elevado nível de produção clínica” e de redução de
listas de espera, mas disse ser importante existir uma
“consensualização” e um “envolvimento positivo” dos profissionais nas
soluções internas.“O nosso princípio é ser
sempre um contributo para as soluções, quer seja nas palavras, nos atos
e nos silêncios. Foi isso que fiz desde o início das minhas funções e é
isso que farei”, salientou.O secretário
da Saúde afirmou ainda que não pretende “perder nem tempo, nem energia
em pensar no que aconteceu”, quando questionado se a demissão de
Cristina Fraga era inevitável.“Todo o meu
foco é a construir soluções para o futuro e sinto que os profissionais
de saúde do Hospital de Ponta Delgada estão motivados”, disse.