Hospital de Ponta Delgada bateu recorde de consultas em 2025
Hoje 16:38
— Lusa/AO Online
“O
hospital nunca deixou de funcionar. A própria questão da atividade
ambulatória foi praticamente retomada. Em 2025, o HDES bateu o recorde
de consultas. Ultrapassou as 300 mil consultas, que é um número bastante
significativo e que demonstra sobretudo o empenho dos profissionais de
saúde”, afirmou, em declarações à Lusa, a titular da pasta da Saúde
(PSD/CDS/PPM), Mónica Seidi, revelando que, face a 2024, foram dadas
mais 30 mil consultas.O maior hospital dos
Açores foi afetado por um incêndio em maio de 2024 e o executivo
pretende requalificar a atual infraestrutura e ampliá-la, mas ainda não
tem data para arrancar com as obras.Foi, entretanto, construído um hospital modular para dar apoio ao antigo edifício. Segundo
Mónica Seidi, “a atividade de ambulatório foi reposta e inclusive
superada”, o que pode ser comprovado pelo número de consultas, mas
também de sessões de fisioterapia e de atividade em hospital de dia.Apesar
do aumento do número de inscritos em lista de espera cirúrgica, a
governante destacou também um aumento das cirurgias realizadas.“Foram
feitas 8.077 cirurgias em 2025, foram operados mais de 786 doentes do
que em 2024 e, portanto, há de facto aqui um crescimento”, sublinhou.A
secretária regional da Saúde assegurou que o hospital “oferece os
serviços que oferecia há dois anos” e até tem conseguido “superar aquilo
que tinha sido feito até então”.Mónica
Seidi deu como exemplo um projeto de inteligência artificial,
implementado nas urgências, aquando da abertura do hospital modular, que
“tem estado a funcionar bem e há a possibilidade de ser replicado para
outras áreas de diagnóstico e intervenção”.Destacou
ainda a “eliminação de infeções graves na unidade de cuidados
intensivos”, que permitiu a melhoria de cuidados prestados aos utentes,
mas também uma melhor eficiência na gestão hospitalar.A titular da pasta da Saúde reconheceu que o HDES já necessitava de obras antes do incêndio que ocorreu em maio de 2024.“Meses
antes do incêndio, foi lançado um concurso para obras para a área de
ambulatório de cirurgia. Já estavam identificadas várias necessidades: a
própria cirurgia de ambulatório, as melhorias no quinto piso que
acabaram por ser concluídas (…), as questões relacionadas com o serviço
de hemodiálise”, apontou.Segundo Mónica
Seidi, desde 2015, a urgência do hospital já tinha tido “vários
programas funcionais ou vários modelos de desenvolvimento que nunca
tinham sido implementados” e os gabinetes de consulta externa estavam
“obsoletos”.“Há aqui um conjunto de obras bastante significativo com valor que poderia ascender entre 60 a 70 milhões de euros”, frisou.O
programa funcional da recuperação e ampliação do hospital, após o
incêndio, já foi reformulado e entregue ao Governo Regional, mas ainda
não há uma estimativa de quanto possa custar.