Hospital de Cascais abre inquérito a alegadas irregularidades
16 de abr. de 2009, 18:37
— Lusa/AO Online
"Face às recentes notícias de eventuais irregularidades na prescrição de medicamentos no Serviço de Urgência do Hospital de Cascais, notícias essas que podem pôr em causa a ética e profissionalismo dos médicos em serviço nesta unidade hospitalar, o conselho de administração deliberou instaurar um processo de inquérito interno de averiguação", anunciou João Varandas Fernandes, em declarações à Agência Lusa.
Terça-feira à noite, durante um debate no canal de televisão SIC Notícias, o presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, afirmou ter em seu poder receitas com origem no Serviço de Urgência do Hospital de Cascais que indiciariam, no seu entendimento, uma forma de influência não ética da indústria farmacêutica sobre o receituário médico.
"Este processo deverá ser realizado independentemente da responsabilidade pela gestão deste hospital por parte da HPP Parcerias de Cascais ter-se iniciado apenas a 01 de Janeiro de 2009, desconhecendo-se em que época as referidas irregularidades foram alegadamente praticadas", acrescentou o director clínico da unidade hospitalar.
Face ao teor "insultuoso" de tais "insinuações", a Ordem dos Médicos decidiu quarta-feira à noite "solicitar ao inspector-geral das Actividades em Saúde que desencadeie o competente inquérito, com vista à identificação e avaliação das eventuais receitas" que o presidente da ANF "diz possuir".
O Ministério da Saúde confirmou hoje a abertura por parte da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde de um inquérito às alegadas pressões da indústria na prescrição.