Hospital da Terceira e Unidade de Saúde estabelecem acordo na área dos cuidados paliativos
5 de nov. de 2019, 17:32
— Lusa/AO online
“O acordo reforça a
cooperação e o funcionamento em rede entre as Equipas Comunitárias de
Suporte em Cuidados Paliativos da Unidade de Saúde da Ilha Terceira e a
Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos, no sentido da
melhoria contínua e da continuidade de cuidados, de acordo com as
necessidades efetivas dos utentes”, segundo uma nota do Governo dos
Açores.De acordo com a mesma nota, esta
cooperação abrange o material de consumo clínico e a prescrição e
cedência de medicação de uso exclusivo hospitalar, bem como a
referenciação do centro de saúde para a consulta externa de cuidados
paliativos e do hospital para as equipas comunitárias de suporte em
cuidados paliativos.Trata-se de um acordo
“semelhante ao que existe entre o Hospital do Divino Espírito Santo de
Ponta Delgada, que conta com uma Unidade de Cuidados Paliativos, e a
Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel”, refere ainda.Atualmente,
estão em funcionamento ou a iniciar atividade equipas de suporte
intra-hospitalar de cuidados paliativos nos três hospitais da região,
localizados nas ilhas de São Miguel, Faial e Terceira. A
Unidade de Saúde da Ilha Terceira foi a primeira a oferecer cuidados
paliativos domiciliários, através das equipas de Angra do Heroísmo e da
Praia da Vitória.Citada numa nota enviada
às redações, a secretária regional da Saúde diz que o acordo agora
assinado vai permitir reforçar “o conforto e a segurança dos doentes e
das suas famílias”, através de “um acompanhamento estruturado e
diferenciado, em internamento ou no domicílio”.Teresa
Machado Luciano destacou que os cuidados paliativos "são um verdadeiro
exemplo de integração entre hospitais e unidades de saúde” nos Açores.A
governante, que falava na assinatura do protocolo de colaboração entre o
Hospital de Santo Espírito e a Unidade de Saúde da ilha Terceira,
considerou que os cuidados paliativos são um “imperativo ético, para
promoção e salvaguarda da dignidade e dos direitos humanos
fundamentais”.Na assinatura do protocolo,
que contou também com a secretária regional da Solidariedade Social,
Andreia Cardoso, a titular da pasta da Saúde salientou que “a
continuidade de cuidados, o funcionamento em rede e a centralização na
pessoa” são princípios fundamentais para o executivo regional.