Hospitais pagam dívida de 26 ME à Empresa de Eletricidade dos Açores
Hoje 10:09
— Lusa/AO Online
“Saldar essa
dívida não teve impacto, em termos de resultados da empresa, mas teve um
impacto muito grande em termos de tesouraria”, revelou o presidente do
Conselho de Administração da EDA, Paulo André, ouvido a Comissão
de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da
Assembleia Regional, reunida em Ponta Delgada.O
administrador da empresa, que foi reconduzido pelo Governo Regional de
coligação (PSD/CDS-PP/PPM) para um segundo mandato de três anos,
adiantou que a injeção desse dinheiro, a maior parte do qual referente
aos anos de 2015 e 2025, evitou que a EDA recorresse à banca para
realizar investimentos.“É muito importante
que as receitas da EDA consigam cobrir as suas necessidades de
pagamento, tanto de exploração como de investimento. Caso contrário, nós
teríamos de voltar a recorrer a endividamento bancário face a essas
obrigações que nós temos”, explicou Paulo André durante a audição
parlamentar.O presidente do Conselho de
Administração da EDA disse ainda que a Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos (ERSE) não reconhece parte significativa dos custos de
produção da elétrica açoriana, por exemplo, com a aquisição de fuelóleo e
também com a contratação de recursos humanos.“Grande
parte dos custos não aceites pelo regulador, dos custos da EDA, tem a
ver com os nossos custos com pessoal, infelizmente, e nós temos aqui
custos significativos de custos com pessoal, que não são aceites por
parte do regulador”, frisou o administrador da empresa.De
acordo com os dados divulgados por Paulo André, desde 2003 foram
recusados 73 milhões de euros de custos de produção, que não tiveram
comparticipação por parte da ERSE, 52% do qual se deve a despesas com
pessoal, numa empresa que tem funcionários distribuídos pelas nove ilhas
dos Açores.Paulo André, que já tinha sido
ouvido pelos deputados há apenas três semanas, a propósito de uma outra
iniciativa legislativa, voltou a tranquilizar os trabalhadores da
Global EDA e da Segma, empresas do Grupo EDA que o executivo açoriano,
liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, pretende
privatizar, lembrando que o caderno de encargos “protege” os
funcionários.