Hospitais dos Açores equiparam trabalhadores com contrato individual a funcionários públicos
5 de dez. de 2018, 15:40
— Lusa/AO Online
O
acordo prevê, entre outras medidas, que os assistentes operacionais,
assistentes técnicos e técnicos superiores que integraram os hospitais
depois de estes terem passado a entidades públicas empresariais (EPE)
tenham direito à carreira e à remuneração complementar, à semelhança dos
colegas em funções públicas, além de passarem a trabalhar 35 horas por
semana, em vez de 40.Para
o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e
Regiões Autónomas, afeto à CGTP, o acordo assinado hoje é o culminar de
meses de negociações com vista à aproximação entre os funcionários com
contrato individual e em funções públicas.“Este
acordo é uma ferramenta indispensável para uma melhor aproximação entre
os trabalhadores que desempenham as mesmas funções no mesmo local de
trabalho e que irá contribuir decisivamente para uma melhor relação de
trabalho e uma maior produtividade nos hospitais da região”, adiantou o
sindicalista João Decq Mota. Já
o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Administração
Pública, afeto à UGT, destacou a “abertura” do secretário regional da
Saúde para negociar o acordo, mas lamentou que ele tenha sido assinado
nos Açores seis meses depois de ter sido alcançado no continente
português. “Tarde
é o que nunca chega. Hoje faz-se justiça com aqueles trabalhadores que
estão em contrato individual de trabalho, nas carreiras de regime geral
dos hospitais de Angra, Horta e Ponta Delgada, que tanto ansiavam que
chegasse esse dia”, salientou Orlando Esteves.O
secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, justificou a demora
nas negociações com a necessidade de garantir condições para a redução
do horário de trabalho destes funcionários. “Independentemente
da data a que chegámos a acordo, o Governo Regional sempre deu um sinal
positivo e afirmativo de que queria chegar a acordo, tanto que já há
uns meses atrás anunciou a contratação de mais assistentes operacionais,
assistentes técnicos e técnicos superiores para os três hospitais, no
sentido de fazer cumprir que a 01 de janeiro não houvesse qualquer
constrangimento na transição das 40 para as 35 horas”, frisou.Segundo
Rui Luís, está em curso a contratação de mais 140 funcionários para os
hospitais da ilha Terceira, de Ponta Delgada e da Horta, sendo 82 vagas
para enfermeiros, 42 para assistentes operacionais, 11 para assistentes
técnicos e seis para técnicos superiores.O
secretário regional da Saúde já tinha assinado acordos coletivos de
trabalho do mesmo âmbito com os sindicatos dos enfermeiros, no verão, e
está em processo negocial com os representantes dos técnicos de
diagnóstico e terapêutica, com os quais conta “chegar em breve a
acordo”.