Horta acolhe a Fase Regional das Novas 7 Maravilhas

Hoje 16:43 — Susete Rodrigues

A Marina da Horta, na ilha do Faial, é palco amanhã, dia 22 agosto, a partir das 15h00, da Final Regional dos Açores das Novas 7 Maravilhas de Portugal.Em votação estão três patrimónios dos Açores, de diferentes ilhas, nas sete categorias que compõem o concurso. Destes três, sairá o património mais votado, que irá passar à fase seguinte do concurso, ou seja, às meias finais nacionais e, vai ‘defrontar-se’ com o vencedor de cada uma das categorias do concurso. Recorde-se que os Açores têm patrimónios a concursos das ilhas Terceira, São Jorge, Faial, Graciosa, São Miguel, Flores e Pico. Em votação, a Região conta com patrimónios emblemáticos, tais como o Centro de Interpretação das Furnas, na ilha de São Miguel; o Centro Interpretativos do Vulcão dos Capelinhos, no Faial; a Fortaleza S. João Baptista em Angra do Heroísmo; a Torre da Furna do Enxofre, na Graciosa , o Império de Santo Amaro, nas Velas de São Jorge, entre outros.Saliente-se que as categorias das Novas 7 Maravilhas de Portugal são: Castelos, Grandes Obras, História, Religião, Século XX, Século XXI e Turismo. Já as regiões que fazem parte das Novas 7 Maravilhas de Portugal são: Norte, Alentejo e Ribatejo, Algarve, Grande Lisboa, Centro, Açores e Madeira.Dizer ainda que a fase seguinte das Novas 7 Maravilhas de Portugal - meias finais nacionais -  está agendada para ter lugar a 5 de setembro, no Palácio da Vila, em Sinta. A Grande Final é a 12 de setembro, também no Palácio da Vila, em Sintra.A Final Regional dos Açores deste sábado, na Horta, é apresentada por Pedro Teixeira, com transmissão em direto na TVI, e será um “momento de encontro entre as diferentes ilhas e de celebração de um património que vai muito além dos lugares e dos monumentos”, refere  Luis Segadães, presidente das 7 Maravilhas de Portugal.Em declarações ao jornal Açoriano Oriental, Luis Segadães, que estará amanhã na ilha do Faial, explica que “toda as fases são televisivas e são acompanhada na TVI em direto - televisão oficial das Novas 7 Maravilhas de Portugal – e temos estado, todos os sábados à tarde, nas diferentes localidades que têm património a concurso. Só as meias finais e final é que serão realizadas em prime time”. Dar valor ao patrimónioO objetivo das Novas 7 Maravilhas de Portugal é dar valor e importância ao património que existe em Portugal continental e nos arquipélagos, até porque este “é um tema que tivemos na nossa primeira edição, em 2007, mas que era exclusivamente dedicado ao património histórico. Como o tempo passa, o país evolui, decidimos avançar com um concurso que, sendo baseado no património construído, trouxesse novidade, sobretudo um lado mais contemporâneo”. Luis Segadães acrescenta que “estamos também numa procura de ‘piscar o olho’ a segmentos mais jovens da população para seguirem o nosso concurso”. Portanto, “introduzimos aqui algumas categorias que resumem tudo aquilo que o país construiu desde sempre até aos dias de hoje e isso tem sido, de facto, uma chave de sucesso para o tema deste ano”.Recorda que “temos uma categoria Século XX, uma categoria Século XXI, e, de facto, temos notado um grande interesse naquilo que o país fez nestes últimos anos”. Ou seja, o concurso “acaba por trazer sempre patrimónios que as pessoas novas não conhecem bem ou não lhes dedicaram suficiente atenção. É isso que estamos a fazer este ano”, disse.Por outro lado, o presidente das 7 Maravilhas de Portugal sublinha que a neste concurso, a participação pública é muito importante e “é total”, porque “todas as maravilhas que seguem em frente, nas várias etapas do concurso, têm por base a votação pública”. Depois, “temos aqui uma importância com estas nomeações, porque haverá monumentos e locais que serão mais conhecidos”, disse para explicar o “nosso mecanismo parte de um processo onde as candidaturas são submetidas por qualquer entidade - pública ou privada - mas diria que a maior parte das candidaturas vêm de entidades públicas, nomeadamente dos municípios, que participam muito ativamente no nosso concurso, isso porque as 7 Maravilhas de Portugal conseguem ter grande visibilidade para os patrimónios que nele participam nele”.A finalizar, o presidente das 7 Maravilhas de Portugal, deseja “uma participação muito boa à região dos Açores”, sublinhando que “é com muito orgulho  que vamos aos Açores, porque o concurso ficaria um bocadinho coxo sem a participação açoriana”. Portanto, “houve uma grande vontade, também política, não só da ilha que nos acolhe, neste caso, o Faial, mas também ao mais alto nível, nomeadamente da presidência do governo, por isso queria deixar uma nota de agradecimento pelo apoio que deu à iniciativa, por forma a garantir que o concurso se efetuasse nos Açores”.‘Oportunidade de promoção’Para Carlos Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Horta, a participação dos Açores nas Novas 7 Maravilhas de Portugal representa uma importante oportunidade de promoção territorial. O autarca, que é anfitrião este sábado da Final Regional dos Açores afirmou, citado em comunicado, que “os patrimónios selecionados são apresentados a milhões de portugueses, despertando curiosidade”, criando, por isso, “ vontade de conhecer os territórios e contribuindo para reforçar a notoriedade turística das regiões representadas”. No caso dos Açores, Carlos Ferreira adianta que “esta projeção assume particular relevância, permitindo apresentar o arquipélago, não apenas como um destino de natureza, mas também como um território de enorme diversidade cultural e patrimonial, onde cada ilha tem características próprias e, simultaneamente, integra uma identidade açoriana comum”, finalizou.