Homem condenado a mais de três anos de prisão pela invasão do Capitólio dos EUA
24 de nov. de 2022, 13:30
— Lusa/AO Online
Joshua Hughes, de East
Helena, Montana, foi condenado esta terça-feira em Washington, pelo juiz
distrital dos EUA, Timothy J. Kelly, a 38 meses de prisão pelas suas
ações durante os aproximadamente 38 minutos em que esteve dentro do
Capitólio.Hughes, de 39 anos, também foi
condenado a pagar 2.000 dólares (cerca de 1.900 euros) de indemnização
pela participação na insurreição, ocorrida em 06 de janeiro de 2021,
quando apoiantes do então Presidente norte-americano, o republicano
Donald Trump, procuraram impedir a certificação da vitória eleitoral do
democrata Joe Biden nas presidenciais de 2020.O
juiz considerou a invasão do Capitólio “uma desgraça nacional”, segundo
referiu o advogado de Hughes, Palmer Hoovestal, ao jornal Independent
Record, do Estado de Montana.“Sem a
transferência pacífica de poder de uma forma democrática, nós não tem
nada. Ele [o juiz] quis enviar uma mensagem de dissuasão geral ao povo
de que, quem interferir na transferência pacífica de poder, o faz por
sua conta e risco”, acrescentou.Joshua Hughes e o seu irmão, Jerod Hughes, de 37 anos, declararam-se culpados em agosto de obstrução a um processo oficial.Os
irmãos entraram no edifício através de uma janela partida e Jerod
Hughes ajudou a abrir uma porta para permitir que outros manifestantes
entrassem no Capitólio, enquanto o Congresso certificava o triunfo de
Biden, refere a policial federal norte-americana (FBI) nos documentos de
acusação.Joshua e Jerod estavam na frente
de um grupo que perseguiu um polícia do Capitólio que tentou conduzir a
multidão para longe do plenário do Senado. Mais tarde, os irmãos
chegaram à câmara alta do Congresso norte-americano, acrescentam os
registos do tribunal.Jerod Hughes deve conhecer a sua sentença em 06 de janeiro de 2023, data que marca os dois anos da invasão.Mais de 880 participantes deste ataque foram detidos e centenas condenados em graus variados.Donald Trump é alvo de um inquérito parlamentar para determinar a sua responsabilidade na invasão.