Homem baleado na perna após ameaçar polícia com pedra junto ao Hospital
Hoje 11:10
— Ana Carvalho Melo
Um homem de 43 anos foi baleado numa perna por um agente da PSP, na manhã de sábado, depois de ter ameaçado o polícia e avançado na sua direção com uma pedra, no exterior do Serviço de Urgência do Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.Segundo apurou o Açoriano Oriental junto do comandante da Divisão Policial de Ponta Delgada, o incidente ocorreu cerca das 10h20, quando o homem, que tinha acabado de sair do atendimento hospitalar, começou a manifestar descontentamento com a equipa médica e de enfermagem, perturbando o normal funcionamento da unidade de saúde.Uma enfermeira solicitou a intervenção do agente da PSP que se encontrava de serviço no acompanhamento das urgências. Segundo fonte oficial da PSP, o polícia pediu ao homem que baixasse o tom de voz e abandonasse o local, convite que acabou por ser acatado.Pouco depois, porém, o homem terá regressado e ameaçado o agente, dizendo que lhe iria bater. Munido de uma pedra da calçada, terá avançado na direção do polícia e afirmando: “Vou-te abrir a cabeça”.O agente tentou afastar o homem e manter uma distância de segurança, tendo recorrido inicialmente à arma de fogo como meio de dissuasão. Perante a persistência da ameaça e a aproximação do suspeito, o polícia efetuou um disparo dirigido ao membro inferior direito, atingindo o homem na perna.Segundo o comandante da Divisão Policial de Ponta Delgada, o tiro atingiu intencionalmente uma zona do corpo considerada de menor perigosidade.A mesma fonte adiantou que o agente da PSP procedeu de imediato à detenção do indivíduo. O homem, que sofreu apenas ferimentos ligeiros, recebeu assistência médica no hospital e teve alta poucas horas depois. Após a alta hospitalar, foi conduzido para as salas de retenção da PSP.Entretanto, o Ministério Público foi informado do ocorrido e o homem encontra-se sob custódia, devendo ser presente a tribunal por tentativa de ofensa à integridade física grave de um agente de autoridade.Em declarações ao Açoriano Oriental, António Santos, presidente do SINAPOL, considerou que o polícia agiu em legítima defesa e de acordo com as normas, depois de ter sido ameaçado por um indivíduo armado com uma pedra. O sindicalista considerou que a resposta foi proporcional e necessária, uma vez que o indivíduo não acatou as ordens da autoridade e colocou o agente policial em risco.