“Hoje o país está melhor e os portugueses também estão melhor”
PM/2 anos
Hoje 15:16
— Lusa/AO Online
Luís
Montenegro fez uma intervenção a partir do jardim da residência oficial
em São Bento, com os ministros do atual Governo mas também alguns do
anterior, que também liderou, para assinalar o segundo aniversário da
tomada de posse, a 02 de abril de 2024.“Há
dois anos acabou um período em que o país teve demasiada teimosia
ideológica a que corresponderam resultados demasiados escassos”,
afirmou, numa referência aos anteriores governos do PS.Depois,
reformulou uma frase que disse em 2014, no tempo da ‘troika’ quando
admitiu que a vida das pessoas não estava melhor, mas a do país estava
muito melhor.“Hoje o país está melhor e os portugueses também estão melhor”, defendeu.Montenegro
começou por agradecer aos membros do XXIV e XXV Governos que aceitaram o
convite para assinalar estes dois anos de “trabalho conjunto”, numa
cerimónia a que faltaram alguns ministros do atual executivo por estarem
fora de Lisboa, como Nuno Melo, Maria do Rosário Palma Ramalho e Miguel
Pinto Luz.Marcaram presença do anterior
Governo os ex-ministros Pedro Duarte, Pedro Reis e Margarida Blasco, mas
não antigas governantes como Maria Lúcia Amaral e Dalila Rodrigues.“Há
dois anos os portugueses quiseram a mudança, acreditaram que era
possível fazer mais e deixar de adiar o futuro”, assinalou Montenegro.O
primeiro-ministro destacou as reduções de impostos para famílias e
empresas, os aumentos de rendimentos de trabalhadores e pensionistas e
os muitos acordos com carreiras da administração pública.“Trouxemos
o Estado Social para o centro da nossa ação, resgatando-o da falência
operacional”, afirmou, defendendo as medidas do Governo em áreas como a
saúde ou habitação ou a regulação da imigração “com firmeza e
humanismo”.Montenegro lembrou ainda a
criação do passe ferroviário verde, “que permite a todos os portugueses
viajar por 20 euros durante um mês, em todos os comboios, com exceção do
Alfa Pendular”.“Vamos atingir nos próximos dias um milhão de assinaturas deste passe”, destacou.Desde
que tomou posse pela primeira vez, em 02 de abril de 2024, o presidente
do PSD já conviveu com dois Presidentes da República, Marcelo Rebelo de
Sousa e António José Seguro – que na tomada de posse disse querer
estancar o “frenesim eleitoral” dos últimos anos - e dois líderes do PS,
Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro.O
primeiro executivo chefiado por Luís Montenegro demitiu-se a 11 de março
de 2025 - com menos de um ano em funções - devido à rejeição pelo
parlamento de uma moção de confiança apresentada pelo executivo, após
semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal do
primeiro-ministro e a empresa Spinumviva.Depois
de uma campanha totalmente centrada na figura de Montenegro – o hino da
AD dizia “Deixa o Luís trabalhar” -, a coligação PSD/CDS-PP voltou a
vencer eleições em maio de 2025 e reforçou-se em número de deputados
(passou de 80 para 91), numas eleições em que o Chega ultrapassou o PS
como segunda força parlamentar (60 deputados contra 58).Montenegro
formou um Governo de continuidade – com apenas dois ministros novos –
e, logo no primeiro Conselho de Ministros, reivindicou uma posição
central no panorama político português, dizendo que o executivo iria
“planar” umas vezes mais para a esquerda, outras mais para direta,
metáfora que tem repetido de outras formas sempre que lhe perguntam se
governará mais com o Chega ou com o PS.Desde
então, o caminho, num parlamento tripartido, tem passado por apresentar
o Governo como "o eixo central" ou o "bloco do meio", sem escolher um
parceiro preferencial entre o PS e o Chega.