'Histórico' Marítimo regressa à elite do futebol nacional três anos depois
Hoje 09:45
— Lusa/AO Online
Após
o triunfo diante do Benfica B, por 2-1, num jogo em que o
emblema insular terminou reduzido a nove jogadores, os 'verde-rubros'
garantiram a subida a três jornadas do final.Somando
43 participações na I Liga, com destaque para seis quintos lugares, o
Marítimo é um dos 'históricos' do futebol português, contabilizando nove
participações nas competições europeias, a última das quais em 2017/18.Entre
as principais figuras nesta temporada, destaca-se o guarda-redes Samu,
que assumiu o papel de titular a partir da segunda jornada, sendo um dos
principais motivos pela excelente prestação defensiva no campeonato,
com apenas 23 golos sofridos, o melhor registo da prova.Na
defesa, Noah Madsen foi um 'patrão' no setor mais recuado, ao passo que
Carlos Daniel, com 11 golos, assim como Simo Bouzaidi, com oito golos e
cinco assistências, tiveram enorme preponderância no processo ofensivo.Em
2024/25, os 'verde-rubros' tiveram uma época dececionante, marcada pela
instabilidade no comando técnico, com um total de quatro treinadores, o
que obrigou o presidente Carlos André Gomes a optar por medidas
drásticas após terminar o campeonato no 12.° lugar e arredado desde
muito cedo da luta pela subida.O jovem
Vítor Matos foi o escolhido para tentar devolver o Marítimo ao convívio
entre os 'grandes', numa aposta de risco, pois o técnico, de 38 anos,
tinha apenas experiência como adjunto, nomeadamente no Liverpool, no
qual trabalhou junto do alemão Jürgen Klopp, entre 2019 e 2024.Após
uma pré-época promissora e com alguns resultados positivos,
destacando-se uma contundente vitória frente ao 'rival' Nacional (3-0), o
campeonato começou da pior forma, com uma derrota em casa, perante
o Lusitânia de Lourosa, por 1-0, que reavivou alguns 'fantasmas' do
passado recente.Ainda assim, a equipa
respondeu da melhor forma, vencendo os três jogos seguintes,
contra Felgueiras (1-0), Feirense (1-0) e Farense (2-0), chegando ao
final da quarta jornada na terceira posição, com nove pontos, os mesmos
do Sporting B, segundo, e a um do líder Vizela.Seguiu-se
o momento mais difícil, em outubro, mês em que os madeirenses não
venceram nenhuma partida, empatando com o Académico de Viseu (2-2) e
averbando derrotas com FC Porto B (1-0) e União de Leiria (3-1).O
'leão' do Almirante Reis recuperou e, à passagem da 11.ª jornada, que
coincidiu com a saída de Vítor Matos para o Swansea, do segundo escalão
inglês, já ocupava o terceiro lugar, com os mesmos 20 pontos do
Torreense, segundo, e a três do líder Sporting B.O
bracarense Miguel Moita, adjunto do madeirense Leonardo Jardim durante
16 anos, foi a aposta do conjunto maritimista para substituir Matos,
numa decisão que o tempo também provou como certeira.A
estreia ocorreu em Portimão, frente ao Portimonense, num triunfo, por
2-0, que lançou em definitivo as bases para um ano que foi mesmo de
sucesso.Líder isolado desde meados de
dezembro, o Marítimo 'embalou' em definitivo entre a 10.ª e a 20.ª
jornadas, período em que averbou oito vitórias e três empates, num ciclo
de invencibilidade que praticamente 'selou' a promoção.Na
segunda volta do campeonato, os 'verde-rubros' chegaram mesmo a perder
diante de Farense (1-0), Académico de Viseu (3-1) e Torreense (1-0),
porém, conseguiram sempre gerir a vantagem para os concorrentes diretos.Na
Taça de Portugal, a formação madeirense sofreu o único 'desgosto' na
temporada, ao ser eliminada logo na segunda eliminatória, pelo
Belenenses, da Liga 3, num jogo disputado no Estádio Nacional, em
Oeiras, e que terminou com vitória dos 'azuis', por 2-0.