Henrique Moniz diz que 2026 será um ano de “adaptação”
Hoje 12:43
— Sofia Ganhão
O piloto de ralis Henrique Moniz fez um balanço positivo da sua
participação no Rali Serra da Cabreira, com vista à preparação da edição
de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).Após a conquista
do quarto lugar na prova minhota, o micaelense admitiu que o principal
objetivo era, essencialmente, adaptar-se à viatura da classe Rally2, o
Skoda Fabia Rally2 Evo.“O nosso objetivo não passava por qualquer
resultado, mas sim andar melhor a cada quilómetro percorrido, a cada
troço disputado e penso que isso foi conseguido. Fomos encurtando as
margens para os pilotos da frente e isso só nos deixa otimistas para o
futuro”, referiu em declarações prestadas ao Açoriano Oriental.Henrique
Moniz mencionou ainda os “vícios” que adquiriu após 20 anos a conduzir
viaturas de tração dianteira como a maior adversidade sentida na
adaptação ao Skoda, acrescentando que “ainda falta muito” para chegar ao
patamar que pretende. “Ainda falta muito! É um carro completamente
diferente de tudo aquilo que já guiei. O facto de ter conduzido durante
cerca de 20 anos carros de tração dianteira também me cria algumas
dificuldades, porque há muitos vícios que tenho desses carros e custa a
eliminá-los”, explicou.Depois de se ter estreado ao volante de um
Skoda Fabia Rally2 Evo num rali de terra, o lagoense confessa que as
provas de asfalto serão mais um desafio a ultrapassar.“Esta é apenas
uma etapa, no caso a aprendizagem para a fase de terra e daqui a dias
vamos começar em outra, onde vai começar tudo de novo quando começar o
asfalto”, garantiu, assumindo que dadas as características e mudanças,
este vai ser o “ano zero”.“Este ano é um ano zero, digamos assim,
não tenho qualquer expectativas para este ano. O nosso objetivo é ir,
quilómetro a quilómetro, ir ganhando experiência com o carro para depois
no futuro poder almejar outro tipo de resultados, mas com o intuito de
me divertir bastante”, admitiu.Ainda assim, Moniz reconheceu que o
Rali Serra da Cabreira foi “o melhor teste que é possível fazer a um
carro”, no sentido em que, diante de “pilotos competitivos” teve a
oportunidade de avaliar a concorrência e de aferir com precisão os
tempos. “Foi, na minha opinião, o melhor teste que é possível fazer a
um carro, a uma equipa. Em modo competição conseguimos aferir os tempos
e comparar com pilotos competitivos que também vão fazer o Campeonato
de Portugal de Ralis, desde logo o Rúben Rodrigues, o José Pedro Fontes,
o Diogo Marujo”, concluiu, referindo que tem “boas perspetivas” para a
época e “bastante vontade de voltar ao carro”.