Helicópteros de emergência podem ser desnecessários em algumas regiões

Saúde

8 de jul. de 2008, 11:43 — Lusa/AO online

Em entrevista à rádio Antena 1, Abílio Gomes disse que está a ser feito um estudo que poderá demonstrar que os três helicópteros previstos para Ourique, Macedo de Cavaleiros e Aguiar da Beira são agora desnecessários.     “[Os helicópteros] foram perspectivados no pressuposto de uma determinada perspectiva de rede de pontos de referenciação de urgência(…) Houve uma nova adaptação dos pontos de rede e os pressupostos que levaram à expectativa de novos meios aéreos já não se verificam. Tinha a ver com alguns encerramentos de urgências médico-cirúrgicas que não foram efectivados”, disse.     Questionado directamente sobre se esses meios aéreos podem ser redundantes ou desnecessários, o responsável referiu que o INEM está “aberto” a que o estudo em curso dê essa indicação.     Abílio Gomes sublinhou que desde que tomou posse, há cerca de cinco meses, já foram “implementados muitos meios ao nível da rede terrestre”.     Como exemplo referiu que das 42 viaturas de suporte imediato de vida (SIV) previstas, 24 já estão operacionais.     “O crescimento do INEM muito grande num curto espaço de tempo” levou a direcção a encomendar um estudo para apresentar um plano de sustentabilidade financeira para o organismo.     Aliás, Abílio Gomes avisa que dentro de três anos a revisão do orçamento do INEM terá de acompanhar a nova dimensão de respostas.     Para tentar combater a falta de meios humanos, o responsável defende a criação de uma carreira profissional semelhante à dos paramédicos.     “Criar uma carreira profissional que valorize a intervenção dos actuais tripulantes das ambulâncias de socorro e de emergência. Valorizá-los até que pudessem ter capacidade de actuação semelhante à dos paramédicos”, afirmou.