Hamas critica EUA por desvalorizar massacres israelitas em Rafah
Médio Oriente
29 de mai. de 2024, 12:28
— Lusa/AO Online
“Condenamos veementemente a
insistência do Governo (do presidente dos EUA Joe) Biden em olhar para o
outro lado e negar a existência dos horríveis massacres cometidos pelo
Exército de ocupação criminoso contra palestinianos deslocados em
Rafah”, afirmou o grupo através de um comunicado.O
grupo islamita também criticou as declarações do porta-voz da Segurança
Nacional da Casa Branca, John Kirby, que afirmou na terça-feira que os
recentes ataques israelitas contra campos de deslocados na cidade de
Rafah - que provocaram mais de 70 mortos desde domingo - não iria
alterar o posicionamento de Washington sobre o conflito, alegando que
uma “grande operação terrestre” contra a cidade ainda não começou.O
Hamas insistiu que estas declarações "indicam o desrespeito do Governo
dos EUA pelas vidas dos civis e a sua cumplicidade no seu assassinato,
especialmente tendo em conta o surgimento de investigações preliminares
que indicam que as bombas usadas contra os deslocados foram de fabrico
norte-americano". “Nós consideramos a
Administração dos EUA e a ocupação israelita responsáveis por estes
massacres horríveis e pedimos que acabem com a sua política de
duplicidade de critérios e com a sua associação no assassinato de
palestinianos”, sublinhou o grupo, conforme noticiado pelo jornal
palestiniano Filastin, afiliado do Hamas.Israel
lançou a sua ofensiva contra Rafah em 06 de maio, pouco depois de
rejeitar uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito e pelo
Qatar, que tinha sido apoiada pelo Hamas, o que levou à suspensão das
operações humanitárias através da passagem fronteiriça.As
tensões têm aumentado desde essa altura, devido à intensificação da
ofensiva israelita, apesar dos apelos internacionais e de uma ordem do
Tribunal Penal Internacional para travar esses ataques.A
atual guerra em Gaza foi desencadeada após os ataques de 07 de outubro
passado do Hamas contra Israel, em que foram mortas mais de um milhar de
pessoas e raptadas mais de duas centenas. A retaliação israelita fez
mais de 36 mil mortos em Gaza, segundo os números divulgados pelas
autoridades de saúde controladas pelo Hamas.