Hamas condena operações das forças de segurança palestinianas em Jenin
Médio Oriente
17 de dez. de 2024, 16:02
— Lusa/AO Online
O
Hamas afirmou que a Autoridade Palestiniana (AP) "faz-se de surda às
vozes palestinianas que apelam ao fim da operação e à proteção da
resistência, que representa um escudo firme para o povo, para a terra e
para os seus lugares sagrados contra os crimes da ocupação e dos colonos
(israelitas)”.Assim, o Hamas apelou a uma
mobilização para "repelir esta operação de segurança, que beneficia o
exército de ocupação e os seus sonhos falhados de acabar com a
resistência na Cisjordânia", num comunicado publicado pelo jornal
Filastin, ligado ao Hamas.Neste sentido, o
grupo islamita palestiniano pediu que “as armas sejam dirigidas contra a
ocupação, que foi longe demais ao derramar o sangue dos palestinianos e
ampliou um genocídio que afeta crianças, mulheres e idosos diante do
desamparo sem precedentes por parte da comunidade internacional".O
comunicado foi publicado após vários dias de confrontos entre as forças
da Autoridade Palestiniana e as Brigadas de Jenin naquele campo de
refugiados, nos quais morreram um comandante do grupo identificado como
Yazid Khaysé e um adolescente de 16 anos, provocando críticas do Hamas.As
Brigadas de Jenin, que incluem membros das Brigadas dos Mártires de
Al-Aqsa e dos braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica, têm estado
envolvidas em numerosos confrontos com as tropas israelitas nos últimos
meses, devido às dezenas de operações lançadas contra Jenin e o seu
campo de refugiados, o centro principal das operações armadas na
Cisjordânia.As autoridades da AP
garantiram que estão a atuar em Jenin para acabar com o “caos”, embora
tenham recebido críticas de várias fações armadas, que argumentam que
estas operações beneficiam Israel e enfraquecem as ações armadas contra
as forças de segurança israelitas.Israel
iniciou uma operação militar na Faixa de Gaza depois da invasão ao
território israelita realizada pelo Hamas, em 07 de outubro de 2023, num
ataque que causou a morte de cerca de 1.200 e mais de 240 mortos.De
acordo com as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas,
mais de 44 mil pessoas já morreram no enclave palestiniano desde o
início da guerra com Israel.