“Hálito Azul” em exibição amanhã no Teatro Micaelense
4 de fev. de 2020, 13:24
— Susete Rodrigues/AO Online
Trata-se
de um filme documentário, baseado nas obras “Os Pescadores” e as ‘Ilhas
Desconhecidas’ de Raul Brandão, que retrata a comunidade piscatória da
freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, local com quem o
realizador tem uma enorme afinidade. Em declarações ao Açoriano
Oriental, Rodrigo Areias refere que “há mais de 20 anos que tenho uma
relação próxima com a Ribeira Quente, até porque herdei um terreno que
está localizado por cima da praia do Fogo, o que me faz ir com
regularidade à Ribeira Quente. É um sítio onde gosto de estar”. Nesse
sentido, essa foi a “grande razão pela qual decidi centrar o filme na
Ribeira Quente”.O realizador refere, ainda, que “sinto-me muito bem
na Ribeira Quente e isso tem muito a ver com a forma como me sinto em
casa quando estou na Ribeira Quente, e a população da freguesia sempre
foi muito afável, muito próxima e colaborativa no filme e, isso foi e é
fundamental - até porque eles próprios são os atores do filme”. Sobre
o documentário “Hálito Azul”, Rodrigo Areias, explica que o mesmo “tem
várias camadas, mensagens e várias questões, como a relação entre os
humanos e o meio ambiente e, como persistem as comunidades piscatórias
nos dias de hoje”. Saliente-se que “Hálito Azul” já foi exibido em
mais de 20 países, passou por cerca de 30 festivais internacionais e foi
premiado em cinco festivais até ao momento, estando previstas exibições
em outros tantos países. RodrigoAreias afirma, também, que desde a estreia do filme documentário que as críticas têm sido muito positivas.“Hálito
Azul” é uma coprodução de Portugal, França e Finlândia, conta com
argumento de Rodrigo Areias e Eduardo Brito, e tem também banda sonora
de Legendary Tigerman e HiFiKlub.Refira-se que a sessão de amanhã, no Teatro Micaelense, vai contar com a presença do realizador.