Guterres "profundamente alarmado" com ataque israelita a hospital em Gaza
15 de abr. de 2025, 15:33
— Lusa/AO Online
O
ataque “paralisou o complexo e desferiu um duro golpe num sistema de
saúde já devastado”, afirmou o porta-voz do Secretariado, Stéphane
Dujarric, em comunicado divulgado na segunda-feira. O
secretário-geral sublinhou ainda que, “nos termos do direito
humanitário internacional”, os feridos, os doentes, o pessoal médico e
as instalações médicas devem ser “respeitados e protegidos”, e recordou
que as provisões médicas estão a escassear enquanto os hospitais
continuam a encher-se de vítimas. As
forças israelitas bombardearam o edifício de entrada do Hospital
al-Ahli, também conhecido como Hospital Batista, na madrugada de
domingo, causando graves danos e obrigando à retirada de doentes e
pessoal, confirmou o Ministério da Saúde e da Defesa Civil de Gaza. O
ataque causou a morte indireta de uma criança, durante a deslocação
forçada de pacientes, e deixou o centro fora de funcionamento.Guterres
sublinhou que cerca de 70% da Faixa de Gaza está agora sob ordens de
deslocação emitidas por Israel ou dentro de uma zona interdita, deixando
os palestinianos “sem nenhum sítio seguro para onde ir e com pouco para
sobreviver”.“As consequências
humanitárias são devastadoras, com as reservas alimentares a
esgotarem-se, a produção de água a diminuir drasticamente e os materiais
de abrigo quase totalmente esgotados”, acrescentou o secretário-geral
da ONU.