Guterres defende que morte de reféns demonstra necessidade de libertar todas as pessoas
1 de set. de 2024, 17:10
— Lusa
O exército de Israel anunciou hoje
que identificou os corpos de seis reféns recuperados na Faixa de Gaza,
duas mulheres e quatro homens, incluindo um israelo-norte-americano e um
israelo-russo.Na sua conta da rede social
X, António Guterres refere que “as trágicas notícias de hoje são um
devastador alerta para a necessidade da libertação incondicional de
todos os reféns e do fim do pesadelo da guerra em Gaza”.O
secretário-geral das Nações Unidas diz ainda que nunca irá esquecer o
encontro que teve em outubro com os pais do refém Hersh Goldberg-Polin
(um dos reféns morto e cujo corpo foi encontrado hoje) e outras famílias
de reféns do Hamas.Segundo as autoridades
israelitas, os reféns foram mortos pouco antes de terem sido
encontrados nos túneis controlados pelo Hamas na Faixa de Gaza.Embora
Israel não tenha declarado oficialmente as circunstâncias exatas das
mortes, o porta-voz militar Daniel Hagari disse que os seis reféns foram
encontrados mortos, enquanto fontes médicas das forças de segurança
disseram aos meios de comunicação israelitas que os corpos apresentavam
sinais de terem sido executados.Na última
semana, Israel lançou uma operação militar em grande escala no
território palestiniano da Cisjordânia, sob ocupação israelita desde
1967, onde ocorreram confrontos mortíferos e fortes incursões do
Exército em cidades palestinianas como Tulkarem e Jenin.Esta
situação suscita receios de que a intensidade do conflito na Faixa de
Gaza possa alastrar à Cisjordânia, onde o nível de violência é
extremamente elevado desde o início da guerra entre o Hamas e Israel, em
07 de outubro de 2023.Israel declarou
naquela data uma guerra na Faixa de Gaza para erradicar o Hamas depois
de este ter realizado em território israelita um ataque que matou mais
de 1.200 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da agência
de notícias France-Presse, baseada em números oficiais israelitas.Desde
2007 no poder em Gaza e classificado como organização terrorista pelos
Estados Unidos, a União Europeia e Israel, o Movimento de Resistência
Islâmica (Hamas) fez também 251 reféns.Segundo
as Forças de Defesa de Israel, dos reféns, perto de cem foram
libertados no final de novembro, durante uma trégua, em troca de
prisioneiros palestinianos, permanecendo dezenas detidos e outros
morreram.