“Guerra” eleita "palavra do ano 2022" com mais de 50% das escolhas no 'site' da editora
5 de jan. de 2023, 11:46
— Lusa/AO Online
“Guerra” obteve 53%
dos votos. Quando foi apresentada a iniciativa, no início de dezembro
passado, a escolha deste vocábulo foi justificada pela "invasão da
Ucrânia pela Rússia [que] deu início ao maior conflito militar na Europa
desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945]".No
segundo lugar, com 18% das intenções de voto, ficou o vocábulo
“inflação” e o pódio completa-se com “urgências”, que arrecadou 6,6%.No
4.º posto ficou “rainha”, com 5,3%, palavra escolhida numa alusão à
morte de Isabel II de Inglaterra, a 8 de setembro último, em Balmoral,
na Escócia.“Energia”, com 4,8% ficou em
5.º lugar, seguindo-se “seca”, “abusos” e “ciberataque”, respetivamente
com 3,9%, 3,2% e 2% dos votos.O termo
“seca” constava da lista por, em 2022, "o país [ter enfrentado] uma das
piores secas dos últimos 100 anos", e “abusos” também se encontrava
entre 'finalistas', por a Igreja Católica ter constituído uma comissão
independente para investigar casos de abusos sexuais nas suas
instituições, “tendo recebido mais de 400 denúncias”.“Ciberataque”
fez parte do elenco de palavras postas à escolha, pelo facto de os
"ciberataques [terem alcançado] este ano uma dimensão sem precedentes e
afetaram gravemente diversos organismos e empresas".A fechar a lista ficaram os vocábulos “nuclear” e “juros”, ambos com 1,7% dos votos escrutinados.A lista das dez palavras escolhidas foi votada 'online', entre 1 e 31 de dezembro.Promovida
pela Plural Editores, do Grupo Porto, a iniciativa decorreu também
Angola e Moçambique, cujos resultados “serão divulgados pela Plural
Editores ainda este mês”.No ano passado, em Portugal, "vacina" foi eleita "palavra do ano", sucedendo a "saudade" (2020).A
iniciativa “palavra do ano” começou em 2009, tendo sido eleita
“esmiuçar”, a que se seguiram “vuvuzela” (2010), "austeridade” (2011),
“entroikado” (2012), “bombeiro” (2013), “corrupção” (2014), “refugiado”
(2015), “gerigonça (2016), “incêndios” (2017), “enfermeiro” (2018) e
“violência doméstica (2019).