Guaidó pede ajuda no Fórum Económico Mundial para a oposição a Maduro
Venezuela
23 de jan. de 2020, 12:51
— Lusa/AO Online
"Estamos
diante de um conglomerado internacional e criminal, precisamos da vossa
ajuda”, declarou Guaidó diante de dirigentes políticos e económicos de
várias partes do mundo.“Sozinhos, não podemos” enfrentar o regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, referiu."Quero dizer aos líderes que os venezuelanos permanecerão firmes, mas que não vamos compartilhar a culpa", disse.Juan
Guaidó foi apresentado pelos organizadores do Fórum Económico Mundial,
que decorre em Davos, na Suíça, como "presidente da Assembleia Nacional
da Venezuela e reconhecido por mais de 50 países como Presidente
interino" daquele país.Guaidó disse que a
Venezuela, atingida por uma das mais graves crises económicas e
políticas de sua história, está a enfrentar uma "tragédia sem
precedentes". "A Venezuela não é um país em guerra, não ouvimos as bombas caírem, mas sentimos as lágrimas, a dor das mães", sublinhou.Aos
executivos das maiores empresas da Europa e do mundo, o presidente do
órgão legislativo venezuelano disse que entre as ações concretas que
podem tomar para ajudar na Venezuela está a de “parar o comércio ilegal
de ouro", que está “a destruir a Amazónia e as populações indígenas” que
viviam no território.Explicou que esse
ouro ilegal - que costuma chegar a outros países "branqueado" e vendido
como se tivesse sido extraído legalmente - financia "as estruturas
paraestatais" do Governo de Nicolás Maduro, bem como grupos armados
ilegais, inclusive aqueles que tentam boicotar o processo de paz na
vizinha Colômbia.Juan Guaidó, que foi
proibido de deixar o território venezuelano, visitou a Colômbia na
segunda-feira e dali partiu para um périplo por países europeus. Depois
do Reino Unido e Bélgica, para contactos ao mais alto nível, está hoje
Suíça, onde está previsto reunir-se com o Presidente colombiano, Ivan
Duque, um de seus grandes apoiantes.Em
Bruxelas, Guaidó, na quarta-feira, pediu às instâncias europeias mais
sanções internacionais para enfraquecer o regime de Maduro e “parar a
tragédia do povo”, em conferência de imprensa. “É
por isso que estamos na Europa, para tentar arranjar a maneira de parar
a tragédia do povo”, disse, no Parlamento Europeu, pouco depois de uma
reunião com o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep
Borrell, e de encontros com grupos políticos europeus."Estou
aqui em nome dos venezuelanos que não têm voz. Os venezuelanos estão
firmes e determinados. Temos um país unido em torno da ideia de alcançar
a liberdade e a democracia. Não se trata de um problema ideológico como
a ditadura quer fazer crer”, afirmou, lamentando os cerca de sete
milhões de pessoas em estado de emergência humanitária e outros perto de
cinco milhões que já emigraram.