Grupo EDA prevê investir 455,4 ME nos Açores até 2029
15 de mai. de 2025, 09:45
— Lusa/AO Online
Entre
2025 e 2029, o grupo empresarial açoriano tenciona investir 304,8
milhões de euros através da empresa EDA e 150,6 milhões de euros através
da subsidiária EDA Renováveis, adiantou Paulo André à agência
Lusa, após ter abordado o assunto no evento Clean Energy For EU Islands -
Fórum 2025, que decorre até quinta-feira em Ponta Delgada, na ilha de
São Miguel.No caso da EDA Renováveis,
referiu que os investimentos contemplam a expansão da central geotérmica
do Pico Vermelho, para “duplicar a potência instalada” e o reforço da
potência já instalada na central geotérmica da Ribeira Grande, na ilha
de São Miguel.“Temos também previsto
trabalhos a nível da produção eólica em várias ilhas. Neste momento já
estão a decorrer os projetos de remodelação dos parques eólicos de Santa
Maria, São Jorge e Flores, onde vamos substituir as torres antigas por
torres novas de maior potência e ampliar muito a potência instalada
nessas ilhas a energia eólica”, acrescentou.Paulo
André disse à Lusa que a empresa tem outros projetos em curso e
pensados “ao nível da energia fotovoltaica e eólica nas restantes ilhas”
açorianas.Em relação à EDA, adiantou que o
plano inclui, maioritariamente, “projetos de reforço para segurança de
abastecimento ao nível das centrais termoelétricas”, para “aumentar a
potência instalada em algumas centrais para garantir a segurança de
abastecimento” nas nove ilhas do arquipélago, pois, atualmente, “a
garantia da segurança de abastecimento é recorrendo a grupos diesel”.
Estão a decorrer projetos nas ilhas do Faial e São Jorge. “Já
iniciámos o projeto para a ilha de São Miguel e, nas restantes ilhas,
até 2029, vamos ter projetos de reformulação de potência nessas centrais
termoelétricas”, indicou.Ainda de acordo
com o presidente da EDA, a empresa também pretende reforçar as redes e
infraestruturas elétricas ao nível de subestações e novas linhas, “para
melhorar a qualidade de serviço, a segurança de abastecimento e também
permitir a integração de mais renováveis, tanto de investidores privados
como da EDA Renováveis” nas suas redes. Paulo
André salientou que a produção de energia renovável tem sido uma
prioridade “desde o início da formação da empresa”, mas o “grande
veículo” para aumentar a penetração de renováveis são os sistemas de
baterias, que já existem em três das nove ilhas, sendo objetivo instalar
sistemas nas restantes seis.Lembrou que a
empresa tinha um projeto, que estava contemplado no Plano de
Recuperação e Resiliência (PRR), para instalação de baterias nas seis
ilhas, mas o contrato teve que ser revogado porque os custos que o
mercado estava a apresentar “estavam a ser incomportáveis” para
estabelecer esses investimentos. “Nós
iniciámos o PRR em 2020, com uma comparticipação a fundos comunitários
de 45% e os preços que o mercado atualmente está a oferecer iriam
reduzir essa comparticipação de fundos comunitários para apenas 25%, o
que é de todo impossível porque a empresa teria que suportar o restante
investimento com capitais próprios”, pelo que os projetos foram
reequacionados.Esses projetos continuam no
plano de investimentos, mas a empresa está à procura de fontes de
financiamento comunitárias diferentes do PRR, “que permitam a sua
implementação”, disse o presidente do grupo empresarial que integra a
EDA e as subsidiárias EDA Renováveis, SEGMA e GLOBALEDA.São
acionistas da elétrica açoriana a Região Autónoma dos Açores (50,1%), a
ESA (39,7%) e a EDP (10%), sendo que os pequenos acionistas e os
emigrantes têm 0,2% do capital social.