Grupo EDA com resultados líquidos positivos de 10,4 milhões de euros em 2024
29 de abr. de 2025, 15:26
— Lusa/AO Online
O
grupo, que integra a EDA e as subsidiárias EDA Renováveis, SEGMA e
GLOBALEDA, justifica a quebra nos resultados líquidos com o facto de as
contas de 2023 terem sido influenciadas por dois “factos
extraordinários”, com impacto “muito relevante e positivo” nos
resultados.“O mais significativo adveio da
correção à compensação tarifária do ano de 2022, com efeitos em 2023,
sendo também relevante a indemnização recebida em 2023, na sequência de
uma avaria ocorrida em 2021. Sem a ocorrência destes acontecimentos
extraordinários com reflexos no ano anterior, a variação dos resultados
de 2023 para 2024 não seria expressiva”, lê-se no comunicado.Os
acionistas aprovaram em assembleia geral a “distribuição de dividendos
no total de 5.222.000 euros, valor mínimo legal, correspondente a 0,373
euros por ação”.São acionistas da elétrica
açoriana a Região Autónoma dos Açores (50,1%), a ESA (39,7%), EDP
(10%), sendo que os pequenos acionistas e os emigrantes têm 0,2% do
capital social.O grupo EDA apresentou um
resultado operacional de 24,4 milhões de euros, em 2024, o que
representou uma redução de 6,3 milhões face a 2023.O
EBITDA (resultado antes de impostos, amortizações e juros) foi de 60,5
milhões de euros, menos 5,2 milhões de euros em termos homólogos.Depois
de um valor recorde de 280 milhões de euros em 2023, o volume de
negócios da EDA atingiu “o segundo valor mais elevado da história” em
2024, com 274,7 milhões de euros.As vendas
de energia elétrica “registaram uma diminuição de 8,9%, sustentada na
expansão na procura de eletricidade (2,7%) conjugada com a diminuição do
preço médio de venda (11,2%)”.Já a compensação tarifária, contabilizada em 2024, atingiu “cerca de 111,2 milhões de euros, mais 10,6% do que em 2023”.O passivo total do grupo EDA atingiu os 406 milhões de euros e o ativo líquido 628,1 milhões de euros.Os capitais próprios ascenderam aos 221,5 milhões de euros no final de 2024, com um acréscimo de 3,7 milhões de euros (1,7%).Os financiamentos obtidos atingiram os 327,4 milhões de euros, uma redução de 8,8 milhões face a 2023.Apesar
da diminuição da dívida, verificou-se um acréscimo de 1,2 milhões de
euros (12,9%) nos encargos financeiros suportados com os empréstimos
contraídos pelo grupo EDA.Em termos de maturidade, 89% do total da dívida apresenta-se como não corrente.Segundo
o grupo EDA, em 2024, houve um crescimento de 3,1% na emissão de
energia elétrica nos Açores, que atingiu os 861,2 gigawatts-hora (GWh).No
entanto, houve uma redução de energia com origem renovável injetada na
rede (excluindo a proveniente do aproveitamento de resíduos sólidos
urbanos), que baixou de 34,9% em 2023 para 32,7% em 2024, totalizando
281,5 GWh.Apesar do crescimento de 2,2% na
produção com origem geotérmica na ilha de São Miguel, verificou-se uma
redução deste tipo de energia, em termos globais, de 3,4%, “consequência
do declínio do recurso geotérmico na Terceira”.A
produção com origem eólica, que representou 7,7% do total da emissão de
energia, também registou uma quebra de 9,6%, “fruto de condições
climatéricas desfavoráveis registadas ao longo do ano” e da “renovação
em curso dos parques eólicos nas ilhas de Santa Maria, São Jorge e
Flores”.