Grupo de peritos defende uso de máscara e teletrabalho
Covid-19
19 de nov. de 2021, 18:48
— Lusa/AO Online
“O que
nós propomos é que a estratégia adaptada à circunstância atual continue a
assentar em cinco eixos fundamentais: a vacinação, a renovação do ar
interior, a distância, a máscara e a testagem”, afirmou Raquel Duarte,
do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.Na
reunião na sede do Infarmed, em Lisboa, sobre a situação da pandemia em
Portugal que reuniu especialistas e peritos, a especialista em saúde
pública salientou que o conjunto de medidas hoje proposto “deve ser
aplicado a par de um processo célere de reforço com a terceira dose da
vacinação”.Nesse sentido, como medida
geral a aplicar em todos os contextos os peritos propõem a adequação da
climatização e ventilação dos espaços interiores, a utilização do
certificado digital com teste recente nos espaços públicos, a
autoavaliação de risco, a promoção de atividades no exterior ou por via
remota sempre que possível, o cumprimento do distanciamento físico e a
utilização obrigatória de máscara em ambientes fechados e eventos
públicos.Especificamente no contexto
laboral, deve ser adotado, sempre que possível, o desfasamento de
horários e o teletrabalho, no “sentido de facilitar o cumprimento das
medidas gerais”, adiantou Raquel Duarte.Para
o comércio - incluindo centros comerciais -, restauração, hotelaria e
alojamento, assim como para as atividades desportivas, os peritos
propõem as medidas gerais apresentadas.Para
eventos de grande dimensão, nos casos em que não for possível o seu
controlo, através do cumprimento das medidas gerais, não devem ser
realizados, tanto no exterior, como no interior.No
que se refere à circulação nos espaços públicos, deve ser mantida da
distância e a autoavaliação de risco com a utilização da máscara,
“perante a perceção que existe risco, nomeadamente quando há
concentração de pessoas”, avançou a especialista em saúde pública.Nos
convívios familiares alargados, os especialistas avançam com a
necessidade de cumprimento das medidas gerais, da autoavaliação do risco
e a aplicação de autotestes de despiste do vírus.Nos
lares de idosos “deve haver cuidados particulares”, salientou Raquel
Duarte, propondo a identificação do risco de acordo com o grupo etário,
as comorbilidades e o estado vacinal, a testagem regular para
funcionários e visitas e a promoção de medidas de controlo de infeção.Nos
transportes públicos, além de sistemas de ventilação adequados, é
proposto o distanciamento sempre que possível e utilização obrigatória
de máscara.