Grupo de 11 sindicatos considera urgente retoma da TAP
Covid-19
26 de mai. de 2020, 17:38
— Lusa/AO Online
“Consideramos urgente uma
solução que permita a retoma da atividade, a proteção dos postos de
trabalho, a manutenção dos salários e o fim do regime de ‘lay-off’
[suspensão dos contratos ou redução do horário de trabalho], neste
importante setor da economia nacional”, lê-se num comunicado conjunto do
grupo, que esteve hoje reunido para analisar a situação da TAP.Por
outro lado, os sindicatos decidiram, “face à ausência de informação”,
pedir com urgência uma audiência com o ministro das Infraestruturas,
Pedro Nuno Santos, e uma reunião à Comissão Executiva da TAP e ao
Conselho de Administração da transportadora aérea. Integram
este grupo o Sindicato dos Economistas (SE), Sindicato dos Engenheiros
(SERS), Sindicato dos Contabilistas (SICONT), Sindicato das Indústrias
Metalúrgica e Afins (SIMA), Sindicato Nacional dos Trabalhadores da
Aviação Civil (SINTAC), Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e
Aeroportos (SITAVA) e o Sindicato dos Técnicos de Manutenção da
Aeronaves (SITEMA). Fazem igualmente parte
do grupo o Sindicato Nacional dos Engenheiros e Engenheiros Técnicos
(SNEET), o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil
(SNPVAC), o Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC) e o
Sindicato dos Técnicos de ‘Handling’ de Aeroportos (STHA). Na
segunda-feira, a TAP publicou o seu plano de voo para os próximos dois
meses que implica 27 ligações semanais em junho e 247 em julho, sendo a
maioria de Lisboa.Ao longo deste mês e à
medida que foram levantadas algumas das restrições impostas às
companhias aéreas, a TAP foi adicionando voos, nomeadamente para Londres
e Paris, entre Porto e Lisboa, dois voos por semana para S. Paulo e um
voo semanal para o Rio de Janeiro, sendo que, com isso, a operação da
TAP no final do mês de maio será de 18 voos por semana.Em
junho, de acordo com o mesmo plano, a companhia aérea planeia voltar a
operar mais voos intercontinentais, incluindo dois por semana para Nova
Iorque (Newark), um para Luanda, a partir de dia 15, e outro para
Maputo. Em Portugal, as ligações entre
Lisboa e a Madeira passarão a ser diárias, sendo que no final de junho a
TAP contará com 27 voos semanais.Em
julho, a transportadora conta aumentar significativamente as ligações,
ainda que em valores muito distantes dos três mil semanais que registava
antes da pandemia.Na passada sexta-feira,
o Conselho de Administração da TAP decidiu voltar a prolongar o período
de ‘lay-off’ dos trabalhadores até final de junho, justificando com as
restrições à mobilidade e a operação reduzida prevista para junho. A
TAP recorreu, a 2 de abril, ao programa de ‘lay-off’ simplificado,
disponibilizado pelo Governo como uma das medidas de apoio às empresas
que sofrem os efeitos da pandemia de Covid-19, tendo-o posteriormente
prolongado até 31 de maio. A companhia
está numa situação financeira agravada desde o início da crise provocada
pela pandemia de covi-19, com a operação paralisada quase na
totalidade, sendo debatida uma intervenção do Estado na empresa.