Greve na função pública terá primeiros efeitos ainda hoje no lixo e nos hospitais
14 de fev. de 2019, 10:40
— Lusa/AO Online
As
estruturas sindicais que convocaram esta greve nacional estimam que vá
ter uma elevada adesão, com um impacto mais visível nos setores da
saúde, educação, finanças e autarquias, podendo levar ao encerramento de
escolas e deixar lixo por recolher.Na
prática, a paralisação inicia-se esta noite dado que o pessoal da
recolha de lixo começa a trabalhar a partir das 22 horas na maioria dos
municípios.Na base
do protesto, que envolve sindicatos da CGTP e da UGT, está o facto de o
Governo prolongar o congelamento salarial por mais um ano, limitando-se a
aumentar o nível remuneratório mais baixo da administração pública, de
580 para 635,07 euros, na sequência do aumento do salário mínimo
nacional para os 600 euros.A
paralisação começou por ser marcada pela Frente Comum de Sindicatos da
Administração Pública (CGTP), há cerca de um mês, na expectativa de que o
Governo ainda apresentasse uma proposta de aumentos generalizados para a
função pública, o que não veio a concretizar-se.A
Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) e a Federação
Nacional da Educação (FNE), filiadas na UGT, marcaram dias depois greve
para a mesma data, pelos mesmos motivos.A
FESAP e FNE emitiram um pré-aviso de greve também para hoje para dar
cobertura legal a quem queira participar numa concentração de dirigentes
e ativistas sindicais que vai decorrer ao início da tarde em frente ao
Ministério das Finanças, em Lisboa.O
secretário-geral da UGT vai participar na ação de luta, onde será
aprovada uma resolução para entregar no Ministério das Finanças.A
última greve nacional da administração pública ocorreu em 26 de outubro
e foi convocada pela Frente Comum, pela FESAP e pelo Sindicato dos
Quadros Técnicos do Estado (STE).Nessa
data, os sindicatos assumiram que aquela tinha sido a maior greve na
Função Pública desde o período de intervenção da 'troika', com adesões
médias entre os 80 e 90% na saúde e na educação e de 100% em muitas
autarquias e tribunais.Os trabalhadores da função pública têm os salários congelados desde 2009.A Frente Comum reivindica aumentos de 4% e um aumento mínimo de 60 euros, para quem ganhe até 1.500 euros.A FESAP reivindica 3,5% de aumento.