Greve na administração pública com adesão de 70% nos Açores
Hoje 11:46
— Susete Rodrigues
Em declarações ao Açoriano Oriental, Mário Rui Cunha, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), afirma que a “informação que temos é que há muitas escolas fechadas; na saúde há hospitais a trabalhar em serviços mínimos, alguns centros de saúde encerrados e outro em serviço mínimo. Portanto, estamos com uma adesão à greve de 70%”. Mário Rui Cunha adianta que o sindicato recebeu relatos de trabalhadores, nomeadamente “das escolas e da saúde, de que os pré-avisos de greve não chegaram aos trabalhadores. Enviámos os avisos prévios de greve para o Governo Regional dos Açores, mas essa informação não chegou nem aos locais de trabalho, nem aos trabalhadores. Andámos pessoalmente a distribuir, a pedido dos trabalhadores, essa informação, porque não tinham conhecimento da greve”.O presidente do sindicato diz ainda que “na sexta-feira, ao final do dia, os trabalhadores ainda não tinham essa informação. Em alguns estabelecimentos nem sequer tiveram a informação da existência da greve. Outros tiveram a informação através dos agrupamentos de escolas, outros disseram que a greve não se aplicava aos Açores, outros diziam que era só para assistentes operacionais”. As principais razões do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos prendem-se com “a recuperação dos pontos em que os trabalhadores, nomeadamente no caso da saúde, perderam com a mudança de categoria de assistentes operacionais para técnicos de auxiliar de saúde. Temos também a proposta do cartão de serviços de alimentação para 10,20 euros. No caso da educação, a criação da carreira do técnico auxiliar de ação educativa, que já existiu no passado, até porque temos assistentes operacionais nas escolas e o mesmo assistente operacional que serve para estar na cozinha, para estar no refeitório, serve para estar na sala de aula a tomar conta de crianças com dificuldades especiais, sem qualquer tipo de formação”, acrescentando que “aquilo que estamos a exigir, neste caso, é a criação da carreira do técnico auxiliar de ação educativa, para o efeito. Assim como a regularização do sistema de avaliação, em que há trabalhadores que ainda não tiveram a avaliação e já têm pelo menos uma progressão na carreira que já lhes é devida”, disse Mário Rui Cunha.