Greve dos trabalhadores dos CTT arranca esta noite nas centrais de correios
28 de mai. de 2020, 16:21
— Lusa/AO Online
"A
greve começa às 21h00 nas centrais de correios", com início em Cabo
Ruivo, sendo que o primeiro balanço da adesão será conhecido pelas
23h00, adiantou o secretário-geral do SNTCT, Víctor Narcisco.O
pagamento do subsídio de refeição em cartão foi o "motor" desta greve,
disse o sindicalista, referindo que a isto se junta "o descontentamento
dos trabalhadores" relativamente "às condições de trabalho".Sobre a adesão, a expectativa do sindicato é de que seja "bastante mais elevada do que na última" paralisação, salientou.Os
CTT reiteraram hoje que não compreendem a razão da greve convocada para
sexta-feira, mas preveem que os seus efeitos sejam pouco sentidos."Os
CTT respeitam inequivocamente o direito à greve consignado na
Constituição da República, mas lamentam e não compreendem a razão da
greve convocada para sexta-feira, dia 29 de maio de 2020, por diversos
sindicatos, que contestam a implementação de uma medida que, sendo
positiva para a empresa, inclusivamente já implementada e utilizada por
cerca de 4.000 colaboradores, em nada prejudica ou retira benefícios aos
seus trabalhadores, tendo, aliás, o efeito contrário”, lê-se numa nota
divulgada hoje pelos CTT - Correios de Portugal.Os
CTT preveem que, de um modo geral, na rede de 544 lojas, "os efeitos da
greve sejam pouco sentidos" e garantem também que a paralisação não
terá qualquer impacto na distribuição de vales de pensões.O
Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações
(SNTCT) entregou um pré-aviso de greve para 29 de maio abrangendo os
trabalhadores dos CTT Expresso e dos CTT – Correios de Portugal e tem
outro para 12 de junho.De acordo com o
sindicato, os trabalhadores não aceitam a proposta de atribuição de um
cartão de refeição como forma de pagamento do subsídio de alimentação,
substituindo, assim, o pagamento no vencimento mensal por transferência
bancária, como tem sido feito até ao momento.Esta
paralisação abrange a rede de distribuição postal (carteiros) e a rede
de atendimento (Lojas CTT), porém não contempla a rede de Postos de
Correio explorados por parceiros dos CTT, nem os agentes que prestam
serviços de pagamento PayShop.“Em caso de
necessidade, os clientes poderão optar por um dos 1.830 postos de
correio não abrangidos pela greve”, alertam os CTT.Segundo
a empresa, a decisão de passar a pagar o subsídio de alimentação
através de um cartão de refeição aos colaboradores que ainda não tinham
optado por essa via, foi uma das várias medidas tomadas para fazer face à
quebra de receitas e garantir a sustentabilidade da empresa.Os
CTT sublinham que o cartão de refeição pode ser usado em qualquer
estabelecimento de venda de produtos alimentares e “representa uma
manifesta vantagem económica para todos: para a empresa, traduz uma
forma lícita de diminuição substancial de custos; para os colaboradores,
significa uma poupança média anual em sede de IRS, na ordem dos 100
euros”.