Greve dos trabalhadores das IPSS nos Açores com 75% de adesão
3 de dez. de 2021, 18:46
— Lusa/AO Online
De
acordo com Luís Armas, dirigente do SINTAP - Sindicato dos
Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos,
era “expectável hoje (sexta-feira) uma maior adesão” por parte dos
trabalhadores à paralisação, que começou na quinta-feira e termina às
24h00.O sindicalista adiantou que pretende
dar continuidade às negociações com base nas contrapropostas avançadas
para as IPSS e Misericórdias para vigorarem no segundo semestre de 2021 e
em 2022.A greve dos trabalhadores das
IPSS levou à paralisação de creches, jardins de infância da região,
lares de idosos, centros de dia e centros de atividades ocupacionais,
sendo que “algumas salas de jardins de infância estão a funcionar, mas
as cozinhas estão fechadas”.Os
trabalhadores das IPSS e Misericórdias dos Açores já tinham cumprido nos
dias 28 e 29 de outubro um primeiro período de paralisação, em protesto
pelos aumentos propostos pela URMA (União Regional das Misericórdias
dos Açores) e pela URIPSSA (União Regional das Instituições Particulares
de Solidariedade Social dos Açores), que não vão além de 1%.Luís Armas disse que, após várias reuniões com a URMA e com a URIPSSA, "o impasse nas negociações continua"."Temos
uma contraproposta que propõe aumentos de 3% com retroativos a julho de
2021. Estamos a aguardar resposta. Tudo faremos pela via do diálogo e
da concertação social para se chegar a um acordo que seja justo para os
trabalhadores", disse o sindicalista.Luís
Armas sustentou que "as IPSS e Misericórdias receberam do Governo
Regional, entidade financiadora, um reforço de quatro milhões de euros
para 2021 e 2022, o que corresponde a um aumento de 16,5%, contemplando
também uma majoração de 91 euros para quem aufere o ordenado mínimo
regional".De acordo com os dados
divulgados pelo SINTAP/Açores, os primeiros três escalões de rendimentos
dos trabalhadores afetos às IPSS e Misericórdias da região auferem
todos o salário mínimo, uma vez que os seus vencimentos base não foram
atualizados durante vários anos, e acabaram por ser “absorvidos” pelo
ordenado mínimo regional.