Greve dos médicos encerra maioria dos blocos operatórios
25 de out. de 2017, 12:48
— Lusa/AO Online
O secretário-geral do Sindicato Independente dos
Médicos, Jorge Roque da Cunha, disse hoje aos jornalistas, cerca das
13:00, que no Hospital Santa Maria, em Lisboa, apenas 3 de 25 blocos
operatórios estão a funcionar enquanto no São José só um dos seis blocos
está ativo.Nos hospitais do litoral alentejano, em Évora, Faro e Portalegre todos os blocos operatórios foram obrigados a fechar, referiu.Nos
cuidados de saúde primários, a adesão dos médicos no Alentejo está nos
85%, no Algarve está nos 80% e nos Açores e Madeira ronda os 78 a 85%.O
presidente da Federação Nacional dos Médicos, Mário Jorge, considerou
que a adesão “mostra que a grande maioria dos médicos está descontente e
apoia o sindicato nas suas reivindicações”.Segundo adiantou, os
médicos pedem “bom senso” ao Governo e alertam que, sem essa condição,
“um processo conflitual se vai arrastar”.Os médicos manifestam
“disponibilidade toral” para um acordo mas que “esteja sistematizado e
quantificado” para não andarem a participar em “mascaradas negociais”.Os
médicos da região Sul e das Regiões Autónomas estão em greve desde as
00:00 de hoje, num dia de paralisação regional que já decorreu no Norte e
que antecede um dia de greve nacional, prevista para 8 de novembro.A
greve de hoje foi convocada pelos dois sindicatos face à ausência de
resposta do Governo às propostas, que se prendem com redução de horas
extraordinárias anuais obrigatórias (matéria em que houve acordo), as
chamadas horas de qualidade (durante a noite), redução do trabalho de
urgência (de 18 para 12 horas semanais) e redução da lista de utentes
por médico de família (dos atuais 1.900 para 1.500).