Greve dos guardas prisionais com adesão a rondar 80%
3 de dez. de 2018, 10:09
— Lusa/AO Online
A
greve, iniciada às 00h00 desta segunda-feira, afetou os três turnos de serviço dos
guardas prisionais (00h00 às 08h00, 08h00 às 16h00 e 16h00 às 24h00) em
diversas prisões, tendo atingido uma adesão máxima (100%) no
Estabelecimento Prisional (EP) de Guimarães, EP de Angra do Heroísmo
(Açores) e EP da PJ Porto.EP
Braga (adesão de 94,70%), EP Caxias (94,80%), EP Covilhã (95,50%), EP
Faro (91%), EP Guarda (98%), EP Leiria para reclusos jovens (97,50%), EP
Lisboa (98,80%), EP Montijo (92,80%), EP Paços de Ferreira (98,20%), EP
Sintra (91,30%), EP Santa Cruz do Bispo/masculinos (91,10%), EP Torres
Novas (93,30%), EP Vale de Judeus (94%) e EP Viana do Castelo (94,70%)
foram cadeias que registaram uma adesão superior a 89%, indicam dados do
sindicato.As adesões mais baixas ocorreram nos Estabelecimentos Prisionais de Ponta Delgada (34,60%), Setúbal (40%) e Chaves (41,20%).A
greve foi marcada em protesto contra o novo horário de trabalho e o
atraso no descongelamento dos escalões, entre outras reivindicações.Ao
nível do funcionamento interno das cadeias, disse à Lusa na sexta-feira
o presidente do SNCGP, Jorge Alves, a greve provocará o cancelamento do
trabalho dos reclusos (com exceção do trabalho efetuado para empresas),
pelo que, em alternativa, ficarão na cela ou no recreio durante esse
horário.Alimentação
e medicação dos reclusos, sendo necessidades básicas, são também
asseguradas pelos guardas durante a greve de quatro dias, mas os
reclusos terão eventualmente as duas visitas semanais, com a duração de
uma hora, reduzidas a apenas uma visita semanal.Além
de contestar o horário de trabalho e a demora no descongelamento dos
escalões, o sindicato reivindica o pagamento do suplemento de turno e a
criação de categorias apropriadas, ou seja, de guarda-coordenador e
chefe-coordenador.O universo de guardas prisionais ronda os 4.350 para uma população prisional perto dos 13.000 reclusos.