Greve dos guardas nas cadeias de Lisboa e Linhó com mais de 95% de adesão
3 de jul. de 2024, 17:33
— Lusa/AO Online
O
presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP),
Frederico Morais, disse à agência Lusa que no período entre as 08h00 e
as 19h00 de hoje (primeiro dia de uma greve que está marcada até 31 de
julho) foi de 95%, estando garantidos os serviços mínimos decretados.Na
cadeia do Linhó (Sintra), que iniciou na terça-feira uma greve também
até 31 de julho, a adesão atingiu hoje os 100%, com a garantia dos
serviços mínimos.A greve no EPL, que teve
início às 00:00 de hoje e vai prolongar-se até às 23:59 de 31 de julho,
“é contra o processo catastrófico de encerramento” daquela cadeia
(decidido pelo anterior Governo), “pela continua falta de segurança” e a
“violação dos serviços mínimos na greve anterior”, segundo o Sindicato
Nacional do Corpo da Guarda Prisional.Segundo
o sindicato, a greve no Linhó, que decorre entre as 00:00 de
terça-feira e as 23:59 de 31 de janeiro e teve no primeiro dia uma
adesão de 99%, prende-se com “a contínua falta de condições de
segurança” naquela cadeia, “como comprovam as 10 agressões a guardas
desde o início do ano”.Em ambas as greves,
o presidente do SNCGP, Frederico Morais, afirma que serão assegurados
os serviços mínimos prestados aos reclusos.Frederico
Morais explicou à Lusa que, apesar da greve geral ser de quase de um
mês, estão salvaguardados os serviços mínimos e os reclusos ficam
fechados nas celas 22 horas, mas podendo sair duas horas para o recreio.Ficarão
ainda assegurados os serviços de alimentação, higiene, saúde e todas as
diligências relacionadas com a liberdade e direitos dos reclusos, como
as idas a tribunal e relacionadas com as medidas de coação, bem como
consultas no exterior desde que comprovadas.